Nossa equipe de reportagem fez um balanço sobre a trajetória dos irmãos Batista, originários da família que começou com um frigorífico e hoje comanda conglomerados empresariais internacionais.
Wesley e Joesley Batista acabam de chegar no Amazonas e entram de cabeça no cenário político como donos da Âmbar Energia, envolvidos no aumento da conta dos amazonenses e em polêmicas que se misturam com a própria imagem e os nomes da dupla.
A relação com o poder é antiga e vem de Brasília, onde delações, prisões e gravações balançam a estrutura de poder de quem se mete com os dois.

A história de Wesley e Joesley Batista foi construída sob o teto do que começou com o pai, de José Batista Sobrinho, o “Zé Mineiro”, lá nos anos 1950, com o açouguee Casa de Carnes Mineira, que virou Friboi e JBS. Hoje, uma multinacional.
Negócio de família
Wesley e Joesley, dos anos 1990 para cá, assumiram protagonismo e em 2005 a presidência da JBS. Em 2007, a BNDESPar investiu cerca de R$ 1,1 bilhão na JBS.
Foi o salto definitivo e a ligação com recursos públicos que faltava. A relação entre a JBS e o Estado se tornaria posteriormente uma das áreas mais controversas da história do grupo.
De frigorífico à potência
A rede de relações com o poder passa por Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. Além de nomes no Amazonas, o mais forte deles, o senador Eduardo Braga.
Em 2017, Joesley Batista gravou Michel Temer e mandou o áudio para a Procuradoria-Geral da República. Temer aconselhou a manter boa relação com Eduardo Cunha, famoso “tem que manter isso aí”.
Até o senador Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário.
As delações dos executivos da JBS fizeram estrago.
Em 11 de maio de 2017, o Supremo Tribunal Federal homologou os acordos de colaboração.
Presos
Wesley Batista foi preso pela Polícia Federal em 13 de setembro de 2017. Logo depois do irmão. Joesley foi preso três dias antes, em 10 de setembro.
Parecia o fim, mas não era nada disso.
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Os irmãos permaneceram presos por apenas seis meses..
Em fevereiro de 2018, o Superior Tribunal de Justiça substituiu a prisão por medidas cautelares.
Já em dezembro de 2020, a PGR assinou uma repactuação da colaboração de Joesley e Wesley. Após anos de vai e vem, em 2023, a Comissão de Valores Mobiliários absolveu Joesley e Wesley das principais acusações.
Em 2024, Joesley já era de novo acionista da J&F e integrante do Conselho de Administração da JBS. Wesley também. Em 2026, donos da Âmbar Energia, os dois seguem entranhados no poder, como mostrou nossa equipe de reportagem sobre as ligações atuais com o senador Eduardo Braga e o presidente Lula.
Quase uma década depois Wesley e Joesley Batista comandam a J&F, que faturou R$ 490 bilhões.
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