Um áudio que circula nas redes sociais mostra o cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) Bruno Everson Pinto dos Santos chorando e negando envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos. Na gravação, feita antes da prisão, o militar afirma que procurou a Delegacia Geral acompanhado de um advogado após descobrir que um conhecido estaria envolvido na ocorrência que terminou com a morte do policial civil.
No áudio, Bruno relata que recebeu uma ligação de um homem dizendo que havia sido vítima de um assalto e que estava baleado. Segundo o cabo, ele acionou um comandante da área para pedir apoio porque acreditava que se tratava de um caso de roubo. “Na minha cabeça, o que ele me falou, ele tinha sido roubado. Eu liguei pro comandante da área, mano, pra dar um apoio”, afirma.
Ainda na gravação, o policial diz que depois foi informado de que o homem com quem havia falado teria participado do confronto que matou o investigador. “Mano, esse teu peixe aí, ele matou, foi um PC, teve troca de tiro. Sabe o que eu fiz? Voltei pra casa, mano”, relata Bruno.
O cabo também acusa o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), de ter colocado drogas dentro da picape dele após o veículo ser localizado em um condomínio. “Aí que eles foram lá no condomínio onde tava meu carro e encheram de droga, mano. Encheram de droga e agora a Denarc entrou aqui no comando-geral”, diz na gravação.
Bruno ainda afirma que não tinha relação com os entorpecentes encontrados no veículo e se emociona ao falar da família. “Eu juro pelo meu filho, mano. Eu não tenho nada a ver, não tinha droga no meu carro. Eu nunca, mano, vou querer fazer uma merda dessa pra ficar lá com o meu filho, mano”, declara. O cabo foi preso durante as investigações sobre a morte de Luciano Carvalho de Sena. Segundo a polícia, a picape do militar teria sido usada pelos suspeitos após o crime e cinco tabletes de drogas foram encontrados no interior do veículo.




