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Tenente da Aeronáutica pr3s0 por ag1otagem e extorsã0 movimentou mais de R$ 150 milhões em Manaus

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O tenente da Aeronáutica Caique Assunção dos Santos foi apontado pela Polícia Civil do Amazonas como um dos principais operadores de uma quadrilha que movimentou mais de R$ 150 milhões por meio de empréstimos ilegais, extorsão e lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu na manhã desta terça-feira (14) em condomínio no bairro Ponta Negra, Zona Oeste. Outros quatro comparsas também foram detidos e seis seguem foragidos.

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A operação Tormenta, deflagrada pelos policiais, mirou uma engrenagem criminosa sofisticada que se especializou em capturar servidoras do Tribunal de Justiça (TJAM) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) por meio da agiotagem.

Conforme as investigações, que tiveram início em janeiro deste ano, o bando oferecia auxílio financeiro imediato, porém impunha taxas de juros que podiam facilmente ultrapassar a barreira dos 50% ao mês. A escolha preferencial por vítimas do sexo feminino, com renda estável no funcionalismo público, não era aleatória: tratava-se de uma garantia de que os valores extorquidos seriam pagos sob a ameaça constante de violência e exposição.

Além de Caique Assunção, que já figura como investigado em um caso de tentativa de homicídio registrado em fevereiro na Zona Norte da capital, outros quatro integrantes do grupo tiveram a prisão preventiva decretada. A polícia informou, no entanto, que pelo menos seis suspeitos permanecem foragidos e estão sendo ativamente procurados.

O modus operandi da quadrilha ia muito além da cobrança de juros abusivos. Os criminosos assumiam o controle patrimonial e digital das vítimas endividadas. Em diversos casos, os investigados se apossaram de joias, veículos de luxo, eletrônicos e até imóveis. A apuração policial revelou ainda que o grupo se valia de aplicativos bancários instalados em seus próprios dispositivos para sequestrar os salários das servidoras, movimentando os valores assim que o dinheiro era depositado.

A quadrilha tinha ainda cerca de seis empresas de fachada, todas elas alvo de ordens de bloqueio judicial nesta terça-feira. Relatórios sigilosos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que apenas uma dessas entidades fictícias foi capaz de movimentar mais de R$ 3,3 milhões. A estimativa consolidada do esquema, contudo, é assustadora: acredita-se que a organização criminosa tenha girado um montante superior a R$ 150 milhões desde o início de suas atividades.

Mesmo após a deflagração da primeira fase da operação em fevereiro, os remanescentes do grupo insistiram na prática delituosa, utilizando intermediários para prosseguir com as ameaças e a cobrança das dívidas. Mensagens revelam as vítimas sendo chamadas de “vagabundinhas”.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta nova etapa, os policiais civis recolheram um vasto acervo de provas.

Os detidos, assim como os foragidos, responderão pelos crimes de associação criminosa, extorsão, roubo majorado, agiotagem (Lei de Usura), falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil solicita que informações sobre o paradeiro dos suspeitos restantes sejam repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.

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