O deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) gravou um vídeo, divulgado em suas redes sociais, no qual afirma que o estado do Amazonas “vai parar” se ele e o aliado Kidson Maia (PL), que não conseguiu se eleger deputado estadual, forem presos. A fala surgiu logo depois de a Justiça Eleitoral amazonense determinar a retirada do porte e da posse de armas dos dois e conceder medidas protetivas à deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), que concorre ao cargo de vice-governadora.
No conteúdo publicado, Salazar classificou a situação como “sujeira” e disse que se trata de uma prática típica da esquerda, sendo uma articulação política de adversários. Segundo ele, ele e Kidson não temem a prisão, que não chegou a ser decretada. “A sua vice pediu nossa prisão. Se isso acontecer, o Amazonas vai parar e a resposta vai ser dada nas urnas”, declarou.
A Justiça Eleitoral do Amazonas decidiu, na quinta-feira (15), que Salazar e Kidson Maia ficam impedidos de portar e possuir armas de fogo. A mesma decisão vetou qualquer contato dos dois com Alessandra Campelo e determinou que mantenham uma distância mínima de 200 metros dela.
Além disso, a magistrada responsável pelo caso limitou a circulação dos dois nos bastidores e nas áreas reservadas às comitivas em debates.
O pedido que levou às medidas foi feito por Alessandra Campelo. Ela relatou à Justiça ter sido ameaçada nos bastidores do debate eleitoral de 13 de outubro.
Conforme os autos, os dois teriam feito gestos na direção da deputada simulando um corte no pescoço. Alessandra entendeu os movimentos como ameaça e buscou proteção judicial, pedindo ainda providências na esfera criminal. A representação cita também publicações feitas posteriormente nas redes sociais. De acordo com o relato presente no processo, um dos representados teria dito que iria “jogar sujo” na disputa eleitoral e usado a expressão “passa pano”.
Em análise preliminar, a magistrada entendeu que os registros audiovisuais e digitais anexados ao caso justificavam as medidas preventivas. A decisão, no entanto, não configura condenação criminal nem representa decretação de prisão dos envolvidos.
A reportagem buscou as assessorias de Alexandre Salazar e de Kidson Maia para obter um posicionamento sobre a decisão da Justiça Eleitoral. Até o momento da publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço segue disponível para eventuais manifestações.







