O apóstolo Renê Terra Nova, uma das vozes proeminentes do movimento Legendários no Amazonas, rompeu o silêncio diante da recente recomendação do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), que orienta seus membros a não se envolverem com o grupo. A justificativa é de que o grupo tem práticas incompatíveis com a tradição doutrinária da igreja.
Com convicção serena, o líder religioso reafirmou seu compromisso com o Legendários, ancorado na crença de que a iniciativa cumpre uma nobre missão: restaurar homens e fortalecer famílias. “Tenho sido testemunha ocular das profundas transformações que Deus tem operado na vida de inúmeros homens. São histórias de restauração moral, cura emocional, reconciliação familiar, amadurecimento espiritual e renovação do propósito de vida. Os frutos falam por si mesmos”, testemunhou.
O apóstolo também ergueu a voz contra o que enxerga como um coro de acusações infundadas. Na sua avaliação, boa parte das objeções brota do desconhecimento ou de visões distorcidas. “Quando surgem críticas precipitadas ou juízos condenatórios acerca dessa obra, frequentemente eles nascem de informações incompletas, interpretações equivocadas ou de preconceitos alimentados por estereótipos”, argumentou.
A réplica do apóstolo veio a público logo após o Supremo Concílio da IPB formalizar, na terça-feira (28), sua orientação. O documento desaconselha a participação de membros, diáconos, presbíteros e pastores no Legendários e em movimentos afins. A justificativa aponta para uma alegada incompatibilidade entre as metodologias do grupo e a tradição reformada, citando expressamente práticas como retiros de imersão, testes físicos e emocionais, isolamento na natureza e vivências experienciais.
Em contraponto, o movimento Legendários divulgou uma nota interpretativa. O texto sublinha que a deliberação da IPB não configura uma proibição peremptória, mas uma recomendação, preservando a autonomia de cada igreja local para orientar seus fiéis sobre a participação.






