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Resgatada de ‘casamento infant1l’, menina de 11 anos era prostituíd@ em troca de açaí em Manacapuru

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Uma guarnição da Polícia Militar prendeu em flagrante, na noite desta quarta-feira (15), uma mulher de 21 anos e um homem de 65 anos, suspeitos de explorar sexual de uma criança de apenas 11 anos de idade, no município de Manacapuru. O caso revela uma teia de violência doméstica e omissão: a própria vítima havia sido alvo de uma operação de resgate anterior, em 2025, quando foi retirada de um “casamento infantil” com um homem de 33 anos, união que contava com a conivência do pai biológico.

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Após o primeiro acolhimento institucional, a Justiça determinou que a guarda da menina fosse transferida para a irmã mais velha, hoje com 21 anos. Contudo, em vez de proteção, a vítima encontrou um novo ciclo de abusos. As investigações conduzidas pela delegada Joyce, da unidade especializada de Manacapuru, apontam que a tutora legal da criança passou a atuar como aliciadora, negociando o corpo da irmã mais nova em troca de valores irrisórios e mantimentos.

Segundo o relato do subcomandante da Polícia Militar na região, coronel Paulo, a prisão foi desencadeada por uma denúncia anônima recebida pela linha direta do destacamento local.

“A informação anônima relatava que duas menores estavam sendo aliciadas em um flutuante conhecido como ‘Flutuante do Loiro’. Dada a gravidade, o tenente Dirceu foi até o local e encontrou as meninas com uma sacola contendo dois litros de açaí. Elas confirmaram que haviam estado no flutuante”, detalhou o oficial.

Ao ser ouvida pela equipe policial, a vítima de 11 anos confirmou que havia mantido relações sexuais com o idoso de 65 anos dentro de um quarto do estabelecimento, enquanto sua outra irmã, uma adolescente de 17 anos, aguardava do lado de fora do cômodo. A adolescente, que tem um bebê, também é tratada pelas autoridades como vítima do esquema montado pela irmã mais velha.

Ameaças e pagamento com açaí

A delegada Joyce detalhou a crueldade do método de coerção utilizado pela tutora da criança. A menina era constantemente ameaçada de ser devolvida ao abrigo de acolhimento caso se recusasse a submeter-se aos abusos.

O depoimento das vítimas indica que o idoso preso em flagrante não era o único frequentador do local a se beneficiar da exploração. As autoridades suspeitam que a irmã de 21 anos mantinha uma rotina de levar não apenas a vítima de 11 anos, mas também outras crianças e até mesmo mães ao flutuante para práticas semelhantes.

“A própria mãe já havia levado a filha em troca de pequenas quantias. Isso mostra que toda a família a utilizava para obter dinheiro”, acrescentou Joyce.

Além da prisão da irmã e do idoso, a Polícia Civil apreendeu os aparelhos celulares dos envolvidos. A análise do conteúdo dos dispositivos visa mapear a extensão da rede de exploração e identificar outros possíveis abusadores que frequentavam o estabelecimento.

Os presos responderão pelos crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual infantil.

 

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