A campanha de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão, terá uma mobilização de apoiadores em Manaus. O ato está marcado para acontecer em frente à Arena da Amazônia, na Avenida Constantino Nery, e faz parte de uma série de manifestações organizadas pelo partido em várias capitais do país.
A mobilização acontece em meio à repercussão das declarações recentes do candidato contra a Zona Franca de Manaus (ZFM) e também após decisões da Justiça Eleitoral que chegaram a restringir parte da campanha dele na internet.
Segundo o Diretório Estadual do Missão no Amazonas, o objetivo é explicar a situação jurídica da candidatura e mostrar o que está sendo feito para contestar as restrições impostas pela Justiça.
A legenda afirma que manifestações parecidas foram organizadas em outras cidades brasileiras. Os organizadores chamam as decisões judiciais de censura e arbitrariedade.
O ato ocorre depois que o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão temporária da propaganda eleitoral de Renan Santos na internet. A decisão foi tomada após questionamentos sobre a identificação de perfis usados pelo candidato na campanha.
Na mesma decisão, também foram suspensos os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a participação dele em debates. Depois, porém, Toffoli voltou a liberar a propaganda digital, o dinheiro do fundo e a presença do candidato nos debates, após o partido apresentar parte das informações pedidas.
Críticas à Zona Franca
Além das questões jurídicas, as declarações de Renan Santos sobre a Zona Franca de Manaus geraram reação no Amazonas. Em entrevista ao jornal Estadão no dia 31 de agosto, o candidato defendeu mudanças profundas no modelo econômico da região e questionou a manutenção dos incentivos fiscais.
Renan chamou a estrutura atual de “economia artificial” e disse que o modelo deveria ser substituído por uma economia menos dependente de benefícios tributários do governo federal. Ele também citou empresas do Polo Industrial de Manaus ao criticar o volume de renúncias fiscais ligadas à Zona Franca.







