Pela primeira vez em 2026, Manaus registrou qualidade do ar classificada como “péssima”. A leitura mais elevada foi observada na Compensa, zona Oeste da capital, onde o aplicativo Selva, da Universidade do Estado do Amazonas, mediu 125,4µg/m³ nesta quinta-feira (17), às 7h. No mapa de monitoramento, o ponto surge em roxo.
Outras partes da cidade apresentam cenário semelhante. Em cinco estações, os índices ficaram dentro da faixa “muito ruim”, sinalizada em vermelho, com maior incidência nas Zonas Sul e Centro-Sul. Os dados do Selva levam em conta a concentração de material particulado fino (PM2.5), partículas capazes de alcançar as regiões mais profundas dos pulmões.
Na sequência da Compensa, o maior registro aparece na área que abrange o Parque Dez de Novembro e a Chapada, com 108,6µg/m³. Já na Zona Sul, o bairro Aparecida apresentou 103,8µg/m³, em valores praticamente iguais aos do Morro da Liberdade, que marcou 103,7µg/m³. Ainda na zona Sul, um ponto a leste do Morro da Liberdade atingiu 99,1, enquanto Nossa Senhora das Graças fechou a lista com 85,7µg/m³.
Nas demais estações, as leituras foram mais baixas, variando entre laranja e amarelo. O Aleixo registrou 61,2µg/m³, e a área do Armando Mendes, 57,6µg/m³. No Coroado, o índice foi de 47,2µg/m³. Já no Tarumã, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Manaus, a medição ficou em 43,6µg/m³. Os valores mais reduzidos aparecem na zona Leste, com 33,6µg/m³, e em uma estação do Centro, com 32,5µg/m³.
Quando o ar está ruim, a orientação geral é evitar exercícios físicos ao ar livre, beber água com frequência e manter portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de fumaça. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos estão entre os grupos mais suscetíveis.
Por volta das 8h, os índices diminuíram, mas a qualidade do ar permaneceu ruim em boa parte da cidade. Veja abaixo:







