A delegada Joyce Coelho, responsável pela investigação do estupro de uma adolescente de 14 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Manacapuru, revelou novos detalhes sobre a conduta do comerciante Altevir da Silva Praia, de 53 anos, preso na última quinta-feira (23). Segundo a polícia, ele costumava “dar em cima” de meninas menores de idade e já vinha assediando a vítima há meses. Após a divulgação da prisão, uma nova jovem procurou as autoridades afirmando também ter sido violentada por ele.
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De acordo com o depoimento da adolescente colhido pela delegada, o comerciante agia de forma progressiva quando a menina passava na frente de seu comércio. “Toda vez que passava, ele fazia galanteios e gracejos, que evoluíram para importunação sexual e oferta de dinheiro. Às vezes, ela entrava no estabelecimento para comprar materiais escolares, e ele chegou a oferecer dinheiro para que enviasse fotos íntimas”, detalhou Joyce Coelho.
O crime que resultou na prisão ocorreu em 28 de novembro de 2025, quando a vítima entrou no varejão para comprar material escolar com R$ 10 dados pela mãe. “Ela ia comprar uma caneta e uma borracha. Ao entrar no mercadinho, o homem, que estava sozinho, a arrastou para os fundos e a forçou a um ato libidinoso. Depois, pagou R$ 50 e a ameaçou para que não contasse a ninguém”, narrou a delegada.
Por apresentar limitações cognitivas, a adolescente demorou a revelar o abuso. Ela voltou para casa com o dinheiro, mas passou a chorar constantemente na escola e a desenhar de forma compulsiva. Foram os colegas na escola que a ajudaram a contar tudo para a mãe, que assim que soube procurou a delegacia.
Após a primeira divulgação do caso, outros relatos começaram a surgir. “Na primeira vez que divulgamos esse foragido, várias pessoas, inclusive adolescentes, comentaram que ele era conhecido por atrair meninas oferecendo dinheiro em troca de práticas sexuais. Uma jovem chegou a afirmar que também foi vítima, mas não registrou boletim de ocorrência”, destacou Joyce.
Altevir foi localizado escondido em um imóvel no Ramal da Terra Preta, região dos Lagos, próximo a Iranduba, por meio de denúncia anônima. Ele foi interrogado, teve a prisão homologada e permanece custodiado.
A delegada reforçou a expectativa de que outras vítimas busquem a delegacia agora que o suspeito está atrás das grades. “Agora, preso, esperamos que elas nos procurem para instaurar os procedimentos”.
A adolescente que denunciou o caso está recebendo acompanhamento médico e psicológico, pois passou a se culpar pelo abuso.




