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Polícia afirma que médica da Santa Júlia vendia cosméticos enquanto Benício ag0nizava

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O delgado Marcelo Martins, que cuida do caso da morte do menino Benício Xavier, confirmou que a médica Juliana Brasil estava vendendo cosmético no celular, enquanto o menino agonizava na sala vermelha do Hospital Santa Júlia.

“O fato de a médica estar vendendo produtos de beleza enquanto a vítima estava em estado crítico, entre a vida e a morte, denota indiferença com a vida. Isso configura o chamado dolo eventual, caracterizando homicídio qualificado doloso”, afirma.

A Globo revelou prints da conversa, onde ela dá até desconto.  “Sim, era 200, deixei 190 pra você”, diz Juliana. O desleixo da médica complica ainda mais a situação dela. 

Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia.  A médica Juliana Brasil e a Técnica de Enfermagem Raíza Bentes são as principais investigadas no caso.

Às 15h46, Benício passava mal no leito, o pai orava pela vida do filho, a mãe se desesperava e Juliana tentava vender os cosméticos.

Além disso, a médica é suspeita de tentar fraudar um vídeo para induzir a polícia de que o erro na prescrição de medicamento não foi dela, mas sim do sistema.

O caso segue em investigação.

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