A manhã deste sábado (10) foi marcada por manifestações na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na capital amazonense. Familiares de Luiz Henrique Oliveira do Nascimento, de 27 anos, conhecido pelo apelido de “Balão”, reuniram-se no local para exigir a apuração e a punição dos responsáveis pelo assassinato do jovem. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (9), em um estabelecimento comercial do bairro Alvorada 2, Zona Oeste da cidade. A principal suspeita do homicídio é uma cabo da Polícia Militar do Amazonas identificada como Gisele Santos de Brito.
De acordo com relatos fornecidos pela prima da vítima, Lissandra Rafaele, de 22 anos, o rapaz acabou alvejado ao tentar conter uma confusão no bar. A familiar argumenta que Luiz Henrique trabalhava de forma autônoma como motorista de aplicativo e proprietário de um lava-jato, sem histórico de desentendimentos na comunidade. Segundo o depoimento da prima, a briga teve início no interior do recinto entre a policial e outra mulher. Ao se deslocar para a calçada, a discussão teria se intensificado e Luiz Henrique tentou pacificar o conflito quando a suspeita se exaltou.
Conforme a narrativa apresentada pelos parentes na delegacia, a militar teria saído temporariamente do local para ir até a própria residência buscar uma arma de fogo. Ao retornar ao estabelecimento fazendo ameaças, a mulher teria disparado contra o jovem, atingindo-o no tórax. Luiz Henrique não resistiu à gravidade do ferimento.
Os parentes concentrados na DEHS pedem rigor nas investigações e cobram respostas oficiais do poder público sobre a conduta da servidora militar. A Polícia Civil do Amazonas instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do fato, a sequência exata dos eventos e a autoria dos disparos.






