Uma família inteira vive dias de angústia e incerteza em Manaus. O pequeno Arthur Kalleb, de apenas 3 anos, desapareceu na última segunda-feira (3) e, segundo a mãe, Luana Dias, foi retirado do Brasil pelo próprio pai de forma ilegal, sem autorização e sem qualquer documentação regular.
Após buscar filho na escola, pai bloqueia família e desaparece com menino de 3 anos em Manaus
Arthur foi visto pela última vez ao deixar o Colégio José Érico Pereira de Souza, no bairro Educandos, Zona Sul da capital amazonense. O pai, que habitualmente buscava e levava o menino à escola, o retirou da unidade de ensino na segunda-feira e, desde então, rompeu todos os laços com os familiares. Bloqueou contatos, desapareceu dos canais de comunicação e jamais retornou com a criança, que estava em tratamento médico para asma e laringite.
Em uma nota de esclarecimento carregada de dor, divulgada à imprensa e compartilhada nas redes sociais, Luana Dias escancarou o drama que enfrenta. “É com profunda dor e desespero que venho a público denunciar a subtração do meu filho, Arthur, levado para fora do Brasil pelo pai sem qualquer autorização e sem a devida documentação. Estou vivendo o pesadelo de não saber o paradeiro do meu filho, que além de vulnerável, encontra-se doente”, desabafou. Anteriormente, a informação recebida por ela era de que os dois teriam ido para Santa Catarina.
A aflição da mãe é agravada por um cenário de intimidação. Desde o sumiço do menino, Luana afirma estar sendo alvo de ataques à sua honra, difamação e até ameaças de morte. Ela também esclareceu que as mensagens trocadas com o ex-companheiro e divulgadas por ele eram parte de uma tentativa desesperada e solitária de convencê-lo a devolver a criança de forma pacífica. “O bom pai luta pela guarda de seu filho, não foge escondido, sem nenhum documento da criança”, rebateu, em tom de súplica e indignação.
A situação mobiliza familiares e autoridades em busca de pistas sobre o paradeiro de Arthur e as circunstâncias exatas da saída do país. Qualquer informação que ajude a localizar o menino pode ser repassada, de forma anônima, aos órgãos de segurança ou pelos canais de denúncia das polícias Civil e Militar.






