O governador do Amazonas e candidato à reeleição, Roberto Cidade, anunciou a interrupção imediata de um processo licitatório estimado em R$ 184,2 milhões voltado à eventual compra de kits de dormitório e redes. A decisão foi tomada depois que o senador Omar Aziz levantou dúvidas sobre possíveis irregularidades nos valores registrados na ata.
Por meio de pronunciamento divulgado em plataformas digitais, o chefe do Executivo estadual declarou que não tolera questionamentos quanto à integridade de sua administração e determinou a paralisação do certame como medida preventiva.
Os documentos nº 0280/2026-1 e nº 0280/2026-2 originaram-se de um pregão eletrônico coordenado pelo Centro de Serviços Compartilhados (CSC). O objeto previa o fornecimento de até 301.180 conjuntos de dormitório, formados por colchão e travesseiro, e cerca de 300 mil redes. Os itens atenderiam demandas de assistência emergencial da Defesa Civil amazonense.
O mandatário também comunicou que submeterá o caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), ao Ministério Público e à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), com o intuito de assegurar fiscalização externa sobre a tramitação.
Na mesma ocasião, Cidade reagiu às insinuações do parlamentar e ressaltou que, ao longo de uma década de atuação pública, não figura como réu em ações por corrupção.
“Meu governo não seguirá por ‘Maus Caminhos’. Aqui não haverá esquema, proteção nem tolerância com irregularidades”, enfatizou.
O governador aproveitou para criticar o histórico político do senador, citando operações policiais e prisões registradas em administrações anteriores do estado. Reforçou, ainda, o compromisso de sua equipe com a proteção do dinheiro público.
Em outro trecho da gravação, Cidade esclareceu que nenhuma aquisição chegou a ser concretizada e que não houve liberação de verbas. Ele reiterou ter barrado o trâmite justamente para evitar especulações sobre a legitimidade da licitação.
Conforme o governador, o certame resultou somente no cadastro de preços, sem qualquer contrato firmado. Ele assegurou que o material será encaminhado ao Ministério Público e demais instâncias fiscalizadoras para avaliação criteriosa.
“Não saiu nem um centavo da nossa gestão e nem vai sair”, concluiu.






