Os dois homens presos por atirar contra um capitão da Polícia Militar durante a preparação de um comício em Manaus apontaram os supostos mandantes do crime. Em depoimentos, Guilherme Herculano Andrade e Eduardo Souza da Costa citaram homens conhecidos pelos apelidos de “Macaco”, “CL” e “Gordinho” como responsáveis por ordenar os disparos. O ataque ocorreu na noite de quarta-feira (3), no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus.
Segundo os relatos, a intenção inicial era apenas disparar para o alto para intimidar e fazer com que a estrutura da campanha de Roberto Cidade (União Brasil) deixasse o local. No entanto, um dos tiros acabou atingindo o capitão Israel Queiroz, que foi socorrido e não corre risco de morte.
Um dos suspeitos afirmou que um homem chamado “Macaco” fez o contato e indicou o número de outro envolvido, conhecido como “Gordinho”. O mesmo suspeito disse que a ordem veio de um “patrão” ligado ao crime organizado, mas afirmou não saber quem seria esse chefe.
Já o segundo preso apresentou versão diferente e mencionou um homem identificado como “CL”, que estaria no Rio de Janeiro. Segundo ele, “CL” teria dado a ordem para os disparos. Questionado sobre quem seria, respondeu apenas “Carlos”, sem informar o sobrenome.
Os suspeitos também afirmaram que a determinação era impedir não apenas a campanha de Roberto Cidade, mas também ações relacionadas ao ex-governador Wilson Lima. Um deles classificou a ordem como “ordem do tráfico”.
As declarações ainda precisam ser comprovadas pelas investigações. A motivação e a identidade dos mandantes seguem sendo apuradas.






