A capital amazonense despertou nesta quarta-feira (23) sob uma densa camada de fumaça, que fez a qualidade do ar alcançar índices classificados como péssimos em várias regiões de Manaus. O problema foi observado logo nas primeiras horas do dia e chamou a atenção pela força da poluição atmosférica. Esse índice é o pior, até então, neste ano de 2026 após um dia com a pior temperatura registrada também.
Segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), consultados por volta das 5h38, diversos pontos da cidade apresentavam concentração de partículas finas superior a 125 µg/m³, patamar considerado “péssimo” pela plataforma. Os maiores valores registrados no monitoramento incluíam 285,5 µg/m³, 279 µg/m³, 194,1 µg/m³, 182,1 µg/m³, 170,1 µg/m³, 156,8 µg/m³ e 145 µg/m³.
A fumaça foi identificada em distintas áreas da capital, abrangendo as Zonas Oeste, Centro-Sul, Sul e Leste. Na captura do SELVA, estações localizadas próximas a bairros como Compensa, Chapada, Coroado, Aleixo, Morro da Liberdade e Distrito Industrial exibiam índices elevados de partículas finas. Moradores relataram ter acordado ainda na madrugada sentindo o odor e desconforto.
O episódio acontece em um contexto de crescimento acentuado dos focos de calor no Amazonas ao longo de setembro. Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) identificou 2.384 focos de calor no estado entre 1º e 19 de setembro de 2026, um aumento de 282,1% em relação aos 624 focos contabilizados no mesmo intervalo de 2025.
A fumaça que atinge Manaus pode ser deslocada por correntes de vento provenientes de áreas com queimadas. Em ocorrências anteriores neste mês, autoridades públicas e pesquisadores relacionaram o problema a incêndios no sul do Amazonas, em municípios da Região Metropolitana e também em territórios de estados vizinhos.







