Após a condicional para a mãe, agora é a vez do irmão de Djidja Cardoso conseguir a progressão de pena e ir para o semiaberto em Manaus. Ademar Farias Cardoso Neto vai deixar a cadeia segundo decisão da Justiça proferida nesta sexta-feira (23). Ele sairá neste sábado (24) e receberá uma festa no salão de beleza Belle Femme, no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus.
Ademar mostrou “engajamento constante em atividades de ressocialização no sistema prisional, com expressivo aproveitamento escolar e profissional”, justifica a decisão.
Cleusimar Cardoso, mãe de Ademar e Djidja, já está no semiaberto.
RELEMBRE O CASO
No dia 28 de maio de 2024, Dilemar Cardoso Carlos da Silva (conhecida como Djidja Cardoso), filha de Cleusimar Cardoso Rodrigues e irmã de Ademar Farias Cardoso Neto, foi encontrada sem vida em sua residência. A causa da morte foi atribuída ao abuso de cetamina, medicamento sujeito a controle especial.
De acordo com o MPAM, o núcleo central era composto por Cleusimar, Ademar e Verônica. O trio era responsável por idealizar e comandar as atividades criminosas, utilizando como fachada a rede de salões de beleza “Belle Femme” (unidades Cidade Nova e Vieiralves) e uma seita religiosa denominada “Pai, Mãe, Vida”. Sob o pretexto de “purificação” e “elevação espiritual”, os três adquiriam, guardavam, forneciam e ministravam a substância psicotrópica cetamina a funcionários do salão, amigos e frequentadores.
O Núcleo de Fornecedores era composto por José Máximo e Sávio Soares, responsáveis por adquirir e vender as substâncias controladas ao núcleo central. Ambos agiam de forma consciente e deliberada alegando que os produtos seriam destinados ao uso recreativo humano, fornecendo-os sem prescrição ou controle legal.
Já o Núcleo de Apoio (intermediários e aplicadores) era integrado por Hatus Moraes e Bruno Roberto. Conforme a denúncia do MPAM, Hatus atuava como “assessor” da família, intermediando a aquisição dos medicamentos veterinários controlados com os fornecedores e os entregando ao núcleo central para uso nos rituais. Bruno participava ativamente da seita, incentivava o consumo da droga e aplicava a cetamina nos membros do grupo – incluindo a vítima Djidja Cardoso –, mesmo quando ela já se encontrava em estado de saúde extremamente debilitado.






