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Propina, baderna e homicídio: líderes da greve dos rodoviários, Givancir e Josenildo acumulam denúncias na Justiça

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Acusações de realizar greve ilegais, suspeita de uso político das demandas dos rodoviários, cobrança de propina e até um processo por homicídio, formam a lista de polêmicas que envolvem o nome de Givancir Oliveira, presidente do  Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, e do irmão dele, Josenildo Silva.

Esta semana, o irmão do vereador Jaildo Oliveira (PV) consegui parar Manaus. Alegando que defende a classe trabalhadora e já há mais  de 20 anos no comando do Sindicato, a liderança  não se traduziu em melhorias práticas para os colaboradores das empresas, vítimas de demissões, não impediu que empresários ficassem bilionários e muito menos melhorou o sistema de transporte público.

GREVES ILEGAIS 

Andar na legalidade não é a marca  de Givancir na presidência do Sindicato. Quem diz isso é o MPF, que em 2022 processou o líder sindical.

Givancir de Oliveira Silva e Josenildo de Oliveira e Silva, presidente e vice-presidente do Sindicato impediram a circulação de ônibus em Manaus, afrontando a Justiça do Trabalho.

A denúncia, apresentada à Justiça Federal, refere-se a movimentos de  2016 e mais quatro greves de 2017.

O MPF pediu a condenação de Givancir Silva e Josenildo Silva pelos crimes de invasão de estabelecimento ou sabotagem e de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública. Além disso, pediu  que a Justiça Federal condenasse Givancir Silva e Josenildo Silva a pagar  indenização de R$ 7 milhões

PROPINA

Em 2013, os irmãos foram acusados de cobrar  propina. Empresários relataram cobrança de propina de R$ 40 mil a R$ 125 mil para não fazer greve no transporte.

Na época, a denúncia partiu do diretor financeiro do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Manaus (Sinetram), César Tadeu Teixeira.

HOMICÍDIO EM IRANDUBA

Além das greves ilegais, dos processos e denúncia de propina,, uma acusação de homicídio contra Givancir Oliveira que acabou  na prisão dele, em 2020, compõe a lista de tretas da família de sindicalistas.

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), pela Promotoria de Justiça de Iranduba, ofereceu denúncia contra  Givancir pelo homicídio do autônomo Bruno de Freitas Guimarães e pela tentativa de homicídio de Thelssy dos Santos Freitas, que é uma mulher trans.

Ambos os crimes foram duplamente qualificados por motivo torpe e pela impossibilidade de defesa das vítimas.

O crime ocorreu no KM 6, da Rodovia Carlos Braga, Zona Rural do município de Iranduba.

“A forma como o denunciado (Givancir de Oliveira) agiu, acompanhado de mais duas pessoas, premeditando o crime, colidindo o carro contra a moto em que as vítimas trafegavam, jogando-as ao chão, com o objetivo claro de reduzir-lhes as chances de defesa, já saindo do veículo disparando, demonstra claramente que as vítimas não tiveramcomo se defender das agressões”, argumentou o promotor de Justiça Leonardo Abinader Nobre, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Iranduba, na denúncia, para demonstrar a qualificadora de impossibilidade de defesa das vítimas.

Segundo o testemunho da sobrevivente, a arma de Givancir de Oliveira falhou ao disparar, o que lhe deu a oportunidade de correr para a mata, sendo ainda atingida por três tiros nas costas.

O MP-AM também sustenta o motivo torpe como qualificadora dos crimes, uma vez que, segundo a testemunha sobrevivente, a motivação das mortes seria ocultar um relacionamento amoroso mantido entre ela e Givancir.

Após  tantas polêmicas, ficam no ar as motivações das greves e o verdadeiro benefício que os movimentos podem agregar à sociedade, na certeza que, como diz o próprio Givancir, essa não foi a primeira e nem a última.

“Já deixo aqui antecipado para a população que se 6 de agosto não cair pagamento dos trabalhadores, poderá haver uma greve maior ainda”, declarou Givancir.

 

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