Denunciado por serviços médicos precários, por falta de atendimento e processado por negligências que acabaram em mortes em Manaus, o Plano de Saúde Hapvida embolsou mais de R$ 100 milhões dos cofres púbicos da Prefeitura de Manaus na gestão do ex-prefeito David Almeida (Avante), levantando questionamentos sobre que critérios o ex-prefeito usou para cuidar da saúde das pessoas quando comandava o Executivo Municipal.
O caso mais recente foi de um homem que viu a esposa agonizar e morrer na Hapvida. Amanda Rafaela da Silva Ireno morreu no dia 28 de maio, após 10 dias internada O marido dela, Alessandro Oliveira, disse que a assistência precária matou a esposa e as gêmeas que ela esperava.

SEM FISIOTERAPIA
A denúncia contrasta com as falas de David Almeida sobre acabar com a fila do Sisreg, caso seja eleito governador, mesmo após ter deixado mais de 20 mil servidores da Prefeitura nas mãos David Almeida nunca comentou os critérios usados para pagar uma fortuna à Hapvida, mas os servidores da Prefeitura são firmes ao denunciar a rotina de sofrimento ao recorrer ao plano de Saúde favorito do ex-prefeito de Manaus.
Em um dos casos mais notórios, em dezembro do ano passado, um professor não conseguiu vaga para fazer uma simples fisioterapia. Bem diferente do discurso acabar com a fila do Sisreg, o educador foi informado que teria de esperar por mais de um mês para conseguir o atendimento.

Na época em que David Almeida aprovou a contratação da Hapvida, por R$ 108 milhões, o desempenho da empresa de Saúde já estava caindo ladeira abaixo, com 47,9% de reclamações junto à Agência Nacional de Saúde (ANS). Porém, David Almeida foi além.

REAJUSTE PARA A HAPVIDA
Apesar de todos os escândalos e pressão dos servidores, David Almeida decidiu dar aumento para a Hapvida. No começo deste ano, o contrato teve um aditivo de 10% e passou para R$ 119 milhões para o ano de 2026.
Para justificar o valor final, David Almeida afirmou que o custo médio do plano é de aproximadamente R$ 211 por servidor. Porém, Segundo a Lei Orçamentária Anual do Município (LOAM), em 2024, foram gastos R$ 83 milhões com o Serviço de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos de Manaus (ManausMed), que cuidava da gestão dos gastos de saúde dos servidores. A economia seria de 43% aos cofres de Manaus. Hoje são mais de 40 mil servidores no plano.
Ficam os questionamentos, a falta de resposta de David Almeida, as denúncias e imagens como essa, do ano passado, quando uma servidora com asma não tinha sequer onde sentar antes de ser atendida na Hapvida.






