Cerca de metade dos eletricistas que trabalham para a Âmbar Energia no Amazonas cruzou os braços nesta segunda-feira (14). A paralisação, organizada por trabalhadores da Norte Tech, empresa terceirizada que presta serviços à concessionária, começou pela manhã na base do Tarumã, Zona Oeste de Manaus, e se espalhou por outras quatro unidades: Ponta Negra, São José, Flores e Cidade Nova.
O motivo da greve é a falta de acordo nas negociações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Os eletricistas querem que o salário-base chegue a R$ 2,5 mil e que o auxílio alimentação ou refeição suba para R$ 1,2 mil mensais. A categoria também exige que o benefício não seja cortado em caso de atestado médico.
O presidente do Sindicato dos Eletricistas, Fank Márcio Soares, diz que a mobilização deve continuar até que a empresa aceite abrir uma mesa de negociação. Ele relata jornadas exaustivas: “O trabalhador sai às 7h e chega em casa às 22h, fazendo banco de horas, que não pagam, não pagam nada”.
Outros pontos da pauta incluem o pagamento integral do plano de saúde para funcionários e dependentes diretos, o aumento do adicional de condutor de R$ 100 para R$ 500, o custeio total do auxílio-combustível e a criação de um auxílio-creche de R$ 300 por filho para mães colaboradoras.
O sindicato e a comissão de trabalhadores afirmam que acompanham o movimento de perto para evitar retaliações, como punições ou transferências de funcionários que aderiram à paralisação.
Procurada, a Âmbar Energia e a Norte Tech responderam em nota conjunta que a empresa está “sempre aberta ao diálogo e atenta às necessidades de seus colaboradores”. As companhias ressaltaram que existe um Acordo Coletivo de Trabalho firmado em abril de 2026 com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas (Situam), que representa a categoria.






