Uma das vítimas fatais da chacina ocorrida no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus, era uma jovem de 29 anos com paralisia cerebral, descrita por conhecidos como alguém de temperamento afetuoso e ingênuo, com percepção de mundo comparável à de uma criança. Isabella Coelho Morais, carinhosamente chamada de “Bela”, mantinha uma rotina discreta, marcada pela participação em projetos de inclusão e pelo vínculo com a igreja e a família.
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O triplo homicídio deixou ainda dois homens mortos e uma mulher ferida. Ezenilson Silva de Souza foi capturado horas depois do crime, nesta segunda-feira (18). Segundo a polícia, ele admitiu a autoria dos assassinatos motivado por uma dívida com agiotas no valor de R$ 16 mil. O autor disse que tentou pedir dinheiro do pai de Isabella, mas teve o pedido negado e cometeu o crime.
Vizinhos e pessoas que conviviam com Bella informaram que ela possuía um leve comprometimento motor, mas caminhava e executava algumas tarefas cotidianas. Estudava e tinha sua compreensão do mundo como de uma criança pequena, sem malícia.
Criada em um lar evangélico, a jovem frequentava a Associação dos Pais e Amigos dos Portadores de Necessidades Especiais de Ramos (APPNER), onde participava de um grupo teatral voltado a pessoas com deficiência. Na sexta-feira (14), três dias antes da tragédia, ela esteve na entidade para mais um encontro artístico.
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A brutalidade do episódio provocou indignação e consternação entre aqueles que acompanhavam sua trajetória.
Conforme relatos da Polícia Civil do Amazonas, Ezenilson confessou ter utilizado um martelo para ceifar as vidas das vítimas. O artefato, segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), foi arremessado em um igarapé nas imediações.






