A Justiça do Amazonas concedeu a progressão de Cleusimar de Jesus Cardoso do regime fechado para o semiaberto, e ela deixou a prisão nesta terça-feira (29). A decisão passou a valer após a revisão do cálculo da pena e a correção da data prevista para o benefício.
Na parte da tarde, Cleusimar chegou ao salão Belle Femme, no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus, onde foi recebida por amigos, funcionários, advogados e até ex-detentas que cumpriram pena com ela. O estabelecimento pertenceu a Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, morta em maio de 2024 após o uso abusivo de cetamina, medicamento de uso veterinário.
Ex-gerente defende família de Djidja Cardoso e sofre deboche: ‘saudade das agulhadinhas’
O encontro foi marcado por comemorações e pela repetição da frase “ela merece”. A própria defesa havia divulgado um convite para o reencontro antes da chegada de Cleusimar.
Gerente do Belle Femme diz que Cleusimar é amada por presas e que Djidja morreu por ter depressão
Advogados que representam Cleusimar trataram a mudança de regime como uma conquista e ressaltaram o comportamento dela na prisão. “É uma vitória da gente, até porque a dona Cleusimar ajudou, teve um bom comportamento. Dona Cleusimar nunca foi acusada de homicídio. Ela está cumprindo a pena dela. A gente acredita na liberdade e na inocência dela”, afirmou um integrante da defesa.
Cleusimar afirmou que pretende retomar o trabalho no salão, que seguiu em funcionamento mesmo depois de sua prisão e da morte da filha. Ela seguirá sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e deverá respeitar restrições de circulação, como o recolhimento domiciliar em horários definidos e a exigência de autorização judicial para sair de Manaus ou alterar o endereço.
Presa desde 2024, Cleusimar foi novamente condenada em julho de 2026 a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes ligados ao tráfico de cetamina. Com o novo regime, ela continua cumprindo a pena, mas agora em condições mais brandas e sob as determinações da Justiça.






