A madrugada desta terça-feira (14) foi marcada por uma sequência brutal e misteriosa de violência na Zona Çeste de Manaus. Por volta de 0h30, a residência do cabo Dantos Magalhães da Costa, lotado no Batalhão de Trânsito, foi alvo de uma chuva de disparos na rua das Mangueiras, bairro Jorge Teixeira. O muro da casa ficou crivado de balas, mas, por um milagre, ninguém da família se feriu.
A cena que a polícia encontrou era assustadora: cerca de 30 cápsulas de diversos calibres estavam espalhadas pelo asfalto. Imagens de câmeras de segurança da região flagraram um Ford Ka preto deixando o local em alta velocidade logo após os tiros. A placa do veículo não foi captada, e até o momento nenhum suspeito foi detido.
Cerca de 45 minutos depois, um novo chamado arrastou as equipes policiais para um cenário ainda mais tenebroso. Na rua Aninga, nas imediações da fábrica da Suzuki, no Distrito Industrial 2, o corpo de um homem não identificado foi localizado. A vítima tinha as mãos amarradas e foi executada com aproximadamente 20 tiros, concentrados covardemente nas costas e na nuca.
O que costura esses dois episódios é que, junto ao cadáver, os criminosos deixaram um bilhete contendo o nome do policial militar que teve a casa atacada minutos antes. A mensagem, atribuída ao Comando Vermelho (CV), grafava “Dantas” em vez de “Dantos”, mas a apesar do erro o destinatário seria realmente o policial.
A Polícia Civil do Amazonas ainda não confirmou se ambos os casos possuem relação. A motivação ainda é investigada.




