A veterana da teledramaturgia nacional Laura Cardoso morreu no fim da noite de segunda-feira (17), em São Paulo, aos 98 anos. A artista deixa duas herdeiras, Fernanda e Fátima, além de três netos. A confirmação do óbito foi comunicada na madrugada desta terça-feira (18) por Fernando Faria, bisneto da atriz e administrador de seu perfil oficial no Instagram, conta que reúne mais de um milhão de admiradores.
Fernando detalhou que a matriarca partiu em sua residência, na capital paulista, por motivos naturais. “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, registrou a publicação na rede social.
O adeus presencial ocorrerá nesta terça-feira no Funeral Home, localizado na Zona Oeste da capital. O evento terá início às 8h e previsão de encerramento às 14h. A despedida será reservada aos familiares e convidados, mas o público poderá prestar reverências do lado externo do local.
Nascida em 1927, no tradicional bairro do Bixiga, Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni era descendente de portugueses. A trajetória artística começou cedo, aos 15 anos, nos palcos do radioteatro, antes de se consolidar como uma das desbravadoras da TV brasileira.
Em 1952, integrou o elenco de “Tribunal do Coração”, atração da então nascente TV Tupi. Na Globo, sua casa desde 1981, Laura firmou uma das carreiras mais duradouras da casa. A intérprete possuía vínculo permanente com a emissora, embora estivesse distante dos folhetins desde 2019.
Nas telonas, a paulistana também deixou sua assinatura em mais de 20 longas-metragens. Entre eles, figuram “Terra Estrangeira” (1995) e “Através da Janela” (2000).
Laura ainda emprestou sua voz à icônica personagem Betty, do desenho “Os Flintstones”, nos anos 1960.
Conhecida pelo vigor para seguir atuando, a artista também se notabilizou pela franqueza ao abordar o fim da vida. Em 2006, chegou a declarar: “A gente se aposenta quando vai embora”. Anos depois, em entrevista à Quem, reforçou sua serenidade diante do tema.
“É uma besteira ter medo da morte! Ela é imprevisível, mas inevitável. Amo a vida, agradeço a Deus por ter chegado a essa idade, mas a gente um dia vai embora”, ponderou, à época.






