Empresário Nilton Lins Jr., que recebeu a PF a tiros na operação Sangria, recebe medalha de honra do Corpo de Bombeiros

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Nilton Lins Júnior foi preso pela Polícia Federal após receber os agentes a tiros na deflagração da operação 'Sangria', que investiga fraudes na saúde do Estado durante e a pandemia do novo coronavírus.

O empresário e presidente da Fundação Nilton Lins, Nilton Lins Costa Júnior, será condecorado nesta sexta-feira (26), com medalha “Imperador Dom Pedro II”, pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A homenagem é a mais alta comenda dos Bombeiros e será dada ao homem que recebeu a Polícia Federal a tiros em junho deste ano, durante a 4ª fase da operação Sangria, que investiga fraudes na saúde no Amazonas durante a pandemia do novo coronavírus.

A medalha de honraria será entregue em uma solenidade realizada pelo Corpo de Bombeiros, em data referente ao 23º aniversário da emancipação corporativa do CBMAM. Geralmente ela é destinada para premiar oficiais superiores, militares das Forças Armadas e cidadãos que tenham prestado serviços à corporação e contribuído com o fortalecimento, progresso e desenvolvimento da corporação na sociedade amazonense.

Investigado pela PF

O empresário Nilton Lins Costa Junior faz parte de uma das famílias mais influentes do Amazonas, donos de uma universidade particular de Manaus e de um complexo hospitalar, onde foi instalada a unidade de referência hospitalar municipal no combate à Covid-19.

E foi justamente por conta deste hospital que o empresário passou a ser investigado pela Polícia Federal na 4ª fase da operação Sangria, que investiga ele e outros empresários por irregularidades no aluguel do Complexo Hospitalar Nilton Lins para ser usado como hospital de campanha para pacientes com Covid-19, em Manaus.

No dia do cumprimento dos mandados de prisão, o empresário recebeu os agentes da PF a tiros na mansão onde ele mora. Na ocasião, os policiais apreenderam duas armas de fogo.

Além do envolvimento nesta operação policial, Nilton Lins também ficou em evidência na mídia quando as duas filhas gêmeas foram investigadas por furarem a fila da vacinação contra a Covid-19 na capital amazonense.

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