Bombeiros do Amazonas seguiam trabalhando na manhã desta quarta-feira (7) para conter as chamas que consomem um depósito de resíduos no bairro Puraquequara, Zona Leste de Manaus. O fogo começou por volta das 14h de terça (6), não deu trégua durante a madrugada e já ultrapassa 20 horas de duração. A expectativa é de que o combate se estenda por todo o dia e, se necessário, avance pela noite.
De acordo com o coronel Menezes, do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o volume de água despejado sobre as chamas já passa de 150 mil litros. O terreno atingido tem mais de 100 metros de comprimento e montanhas de entulho que variam de 2 a 3 metros de altura.
Como os focos mais profundos ficam escondidos sob o lixo, as equipes recorrem a retroescavadeiras e pás mecânicas para revirar o material. Essa ação faz as labaredas ressurgirem por instantes, de forma controlada. Para impedir que o fogo alcance a vegetação ao redor, os bombeiros abriram um aceiro.
O coronel Menezes afirmou que a hipótese mais provável é de que o incêndio tenha começado com uma fagulha ou com negligência na limpeza de terrenos. A possibilidade de ação criminosa, por enquanto, está afastada.
Às 8h desta quarta, o IQAir colocou a capital amazonense no topo da lista entre as cidades brasileiras monitoradas com o ar mais prejudicial à saúde, faixa ruim para grupos sensíveis devido ao PM2.5. De madrugada, o US AQI marcou 169 pontos (81,1 µg/m³ de PM2.5). Já o sistema Selva/UEA registrou índices ruins às 6h20 nos bairros Compensa, Morro da Liberdade e Nossa Senhora das Graças (74,3 µg/m³).
A fumaça espessa e o calor gerado pelo incêndio levaram empresas da região a liberar seus funcionários temporariamente.






