O delegado Gerson Oliveira disse que .o menino Pietro Farias da Silva, de 11 anos, que morreu ao cair do apartamento do quinto andar no Life Parque Dez, já havia sido visto em risco na janela. “Encontramos no apartamento uma rede de proteção rompida e uma janela anteriormente travada para evitar acesso. Houve o cuidado de impedir que a criança tivesse acesso a algumas janelas, mas a varanda continuava vulnerável”, disse.
Ele relatou ainda que os vizinhos disseram que o menino foi visto na janela outras vezes. “Desde o ano passado, vizinhos já haviam relatado que a criança ficava na janela em situações de risco. Já havia imagens de outras ocasiões em que a criança foi vista subindo nas janelas e se colocando do lado de fora, com perigo de cair. Então não era uma situação que ocorria pela primeira vez”, afirmou.
O menino tinha Transtorno do Espectro Autista. “A criança se atirou do quinto andar de um apartamento que tinha uma rede de proteção, mas a rede estava rompida. Nós não sabemos quando ocorreu o rompimento que permitiu que ela ultrapassasse a varanda”, explicou.
“A criança morava com a mãe e a irmã mais velha. A mãe teria saído para um atendimento médico e deixou a criança aos cuidados da adolescente de 14 anos. Em algum momento, a irmã não conseguiu evitar que isso acontecesse”, disse o delegado.
“Precisamos ver se alguém na vizinhança tem imagens de câmera de vigilância que estivesse voltada para o apartamento. Porque nós precisamos verificar algumas questões”. afirma.
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