Publicidade

Alunos da Ufam d3nunciam mais casos de asséd10 após e$tupr0 de jovem; reitoria se manifesta

Facebook
Twitter
WhatsApp

Alunos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) tomaram o campus de Manaus na quarta-feira (20) para cobrar respostas mais ágeis diante de casos de violência e assédio no meio acadêmico. A manifestação, que incluiu cartazes e caminhada, ganhou repercussão e levou a reitora Tanara Lauschner a se pronunciar publicamente sobre os procedimentos adotados pela instituição.

ADVERTISEMENT

Organizado pelo movimento “Professor que Assedia não Educa”, o ato expôs denúncias de assédio sexual, assédio moral e violência sexual. Os participantes sustentaram que docentes com boletins de ocorrência e processos abertos continuam frequentando a universidade normalmente, o que, segundo eles, transforma o ambiente em espaço de medo permanente.

Entre os casos que motivaram o protesto está um episódio recente de violência sexual entre discentes. De acordo com o que foi apresentado durante a mobilização, uma estudante de Ciências Agrárias, de 21 anos, foi vítima de estupro por um aluno de Física, de 30 anos. A reitoria teria sido comunicada do ocorrido no dia 18 e, a partir de então, determinou o afastamento cautelar do suspeito, o encaminhamento do caso à investigação interna e aos órgãos externos, além do acolhimento e acompanhamento da vítima.

Posicionamento da reitora

Em suas redes sociais, a reitora Tanara Lauschner explicou que as ocorrências de assédio e violência sexual seguem um rito institucional que começa com o registro na plataforma Fala BR, de onde são direcionadas à ouvidoria e à corregedoria.

Assim que a denúncia chega, a corregedoria age em até 24 horas, promovendo o acolhimento da vítima, o afastamento do acusado das atividades e a comunicação às autoridades. “A corregedoria toma as providências em 24 horas”, declarou.

Sobre o caso específico citado na manifestação, a reitora confirmou que a universidade recebeu a denúncia no dia 18 e acionou todas as medidas previstas: abertura de processo, afastamento do estudante, comunicação ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, além de assistência jurídica e acolhimento à vítima. Tanara Lauschner ressaltou que os trâmites correm em sigilo e pediu que as denúncias sejam formalizadas pelos canais oficiais. “É a partir dessa denúncia que nós conseguimos agir”, reforçou.

 

Leia Também

Verified by MonsterInsights