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Influenciadora Vitoria MineBlox sofre c0lapso após denunciar abus0s do pai e omissão de órgãos de proteção

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Um ataque de pânico levou a influenciadora digital Vitória, de 17 anos, a ser socorrida pelo Samu logo depois que ela publicou, na quarta-feira (2), um vídeo com graves acusações de violência doméstica e abuso sexual contra o próprio pai. Conhecida como Vitória MineBlox e acompanhada por mais de 4 milhões de seguidores, a adolescente transformou o próprio desabafo em um retrato público de supostas falhas da rede de proteção a crianças e adolescentes em Tianguá, no interior do Ceará.

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Imagens de câmeras de segurança mostram o momento exato do colapso emocional da jovem, enquanto a equipe de emergência prestava atendimento. O ativista Walisson Oliveira, que divulgou a gravação original e passou a monitorar o caso, classificou o episódio como “assustador, revoltante e desumano”. É possível ouvir os gritos de desespero da vítima e os apelos por justiça, ao mesmo tempo em que Walisson acusa a Justiça e os órgãos de Tianguá de desacreditarem os relatos da adolescente e de ignorarem o descumprimento de medidas protetivas pelo agressor.

A decisão de tornar público o sofrimento ocorreu, segundo a própria youtuber, depois que o pai acionou o Judiciário com denúncias que ela classifica como falsas, imputando à mãe dela crimes de maus-tratos e cárcere privado. Na versão da adolescente, esses mesmos crimes, na verdade, foram cometidos pelo genitor durante os 12 anos em que viveram sob o mesmo teto. As ameaças de morte se estendiam aos avós maternos.

No depoimento gravado, Vitória descreve um histórico de terror que inclui abusos psicológicos e sexuais. Aos 11 anos, teria sido obrigada pelo pai a ficar nua diante dele, impedida de se cobrir enquanto chorava. Relata também olhares fixos e constrangedores em situações cotidianas, além de perseguições com faca contra a mãe, uma tentativa de feminicídio, conforme seu relato. Em outro episódio, o homem colocava mãe e filha no carro e dirigia de forma imprudente, em alta velocidade, com o intuito de provocar pânico e simular acidentes. Nos acessos de fúria, quebrava computadores, pratos e arremessava objetos pela casa.

Ela afirma que o pai, por já ter atuado como motorista do Conselho Tutelar da cidade, mantém influência no órgão, o que teria resultado no vazamento de dados sigilosos do processo. Mesmo usando tornozeleira eletrônica e com uma medida protetiva em vigor, o homem continuaria rondando a residência da família e chegou a comparecer à escola da jovem. A Justiça local, segundo a denúncia, trata as aproximações do agressor com excesso de tolerância.

“Saiba, Conselho Tutelar e Ministério Público, que o que vocês estão fazendo é completamente um absurdo. Vocês não estão acreditando na versão da vítima, vocês estão preferindo escutar um abusador”, disparou Vitória na gravação.

Os anos de abusos deixaram marcas profundas na saúde mental da adolescente. Ela desenvolveu síndrome do pânico e ideações suicidas, o que exigiu internações em clínicas psiquiátricas. Vitória e a mãe se isolaram da internet e da vida social, e a jovem passou a estudar em casa.

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