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Temendo ser delatado, David Almeida articula para soltar assessora envolvida com o CV

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O fim de semana foi de muita pressão nos bastidores da Prefeitura de Manaus, onde o prefeito David Almeida (Avante), tentou usar procuradores do município para soltar sua assessora pessoal, Anabela Cardoso Freitas, presa na Operação Erga Omnes, suspeita de levar o Comando Vermelho para as entranhas da gestão municipal.

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Fontes ligadas ao Tribunal de Justiça do Amazonas afirmam que o prefeito sondou o Poder Judiciário, que não cedeu às pressões e confirmou em Audiência de Custódia a manutenção da prisão da assessora de confiança de David  Almeida.

Após a prisão da policial civil, foram revelados mais detalhes sobre os laços entre ela e o CV, dando conta de transferências bancária de sua conta para o crime no valor de R$ 1,5 milhão.

Anabela faz parte da equipe de assessoria de David Almeida desde 2017, quando ele ainda era deputado estadual. Diretora geral adjunta, coordenadora do Assembleia Cidadã, a confiança ganha pelo então presidente da Casa só aumentou.

Ganhou dele uma das vagas de assessora que o prefeito tem como ex-governador do Amazonas, foi colocada na chefia da equipe de licitação da Prefeitura de Manaus e ainda escalada para cuidar pessoalmente da agenda do prefeito, até ser presa na última sexta-feira (20).

MEDO DE SER DELATADO

O maior temor do prefeito de Manaus agora é que Anabela troque uma possível redução de pena por informações confidenciais. Isso explicaria o movimento do prefeito de Manaus para ajudar a assessora a deixar a cadeia, estratégia que falhou após o TJAM referendar  a prisão.

Além disso, a prisão da assessora pode ser o ponto de partida para que a polícia chegue à família do prefeito de Manaus. No fim de semana o jornalista Ronaldo Tiradentes disse que a irmã, a sogra e a primeira-dama Izabelle Fontenelle serão os próximos alvos das investigações.  Lidiane Oliveira Fontenelle, Dulce Almeida e Izabelle já foram alvo de denúncias por supostos favorecimentos em contratos  com empresários em Manaus.

LEIA MAIS: Mídia nacional acusou David Almeida de doar R$ 70 mil para o CV

Uma delação e a inclusão da família Almeida no centro das investigações seria um tiro fatal nas pretensões do prefeito, que deve anunciar sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas nesta segunda-feira (23).

ATAQUE ORQUESTRADO DO CV NA MIRA DA POLÍCIA

Outro ponto que entrou em pauta após a deflagração da Operação Erga Omnes, é uma suposta ligação entre os ataques do CV em Manaus no ano de 2021. Naquele ano Manaus foi alvo de vandalismo orquestrado, nos dias 5 e 6 de junho.

Ônibus quebrados, praças incendiadas, patrimônio público destruído, vandalismo jamais visto até então, que teria sido motivado por uma suposta quebra de acordo entre a Prefeitura de Manaus e o CV, acordo este que virou manchete nacional e foi negado pelo prefeito, mas que agora será investigado por conta das revelações da Operação Erga Omnes.

 

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