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Juiz manda Corregedoria apurar falta de jantar na cela de idoso que ateou fogo em empresa em Manaus

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Juiz manda Corregedoria apurar falta de jantar na cela de idoso que ateou fogo em empresa em Manaus

Um idoso de 70 anos, preso preventivamente por incêndio criminoso que causou prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão a uma empresa de estofados, relatou que não recebeu alimentação enquanto esteve custodiado desde a noite de quarta-feira (21). A situação foi registrada durante a audiência de custódia, realizada após o cumprimento do mandado de prisão.

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Na decisão, o juiz homologou a prisão ao entender que os requisitos legais foram observados e destacou que não houve relatos de agressão, maus-tratos ou tortura por parte dos agentes que efetuaram a prisão. No entanto, o magistrado apontou o descumprimento da Resolução nº 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que garante alimentação adequada às pessoas privadas de liberdade.

Diante da falha, foi determinada a comunicação à Corregedoria da Polícia para apuração da inobservância da norma e ordenado que fosse providenciada alimentação imediata e adequada ao custodiado, além do fornecimento de medicamentos e do tratamento de saúde necessários, conforme informado durante a oitiva.

O homem foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), investigado por um incêndio ocorrido em uma empresa localizada no bairro São Francisco, zona sul de Manaus. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por vingança após um conflito judicial, e o suspeito responderá por incêndio majorado, dano qualificado e perigo para a vida e a saúde de outrem.

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