Saiba porque Tarcísio Meira mesmo imunizado com duas doses, morreu de Covid-19

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Nesta quinta-feira (12), após o anúncio da morte do ator Tarcísio Meira, que tinha 85 anos, grupos ativistas antivacina questionaram a eficácia dos imunizantes contra o coronavírus aplicados no Brasil. Tanto o ator, quanto a esposa dele, Glória Menezes, que encontra-se em tratamento pela doença foram vacinados com as duas doses.

A infectologista Ana Helena Germoglio explica que o fato ocorrido não significa que os imunizantes sejam ineficazes. Segundo a médica, esse é mais um argumento que reforça a importância da vacinação em mais pessoas, para que assim se construa uma imunidade coletiva.

“Por melhor que seja a efetividade da vacina, ela não vai proteger 100%. Além disso, existem fatores intrínsecos que podem fazer com que a resposta ao estímulo provocado pela vacina seja menor que o esperado. A idade é um desses fatores”, ressalta a infectologista.

A infectologista fez uma comparação que ajuda a esclarecer como pessoas vacinadas, mesmo com as duas doses, ainda correm riscos de se infectar e vir a óbito. Para tornar o assunto mais claro, ela dá o exemplo do carro Volvo XC60, tido como o “carro mais seguro do mundo”.

“Por melhor que seja o carro, use o cinto de segurança e respeite os limites de velocidade. Por melhor que seja a vacina, use máscara e mantenha o distanciamento (até quando tivermos alta circulação viral). Por mais idoso, imunodeficiente ou outra comorbidade que tenha, vacine-se. A vacina reduz sua chance de ‘bater em alta velocidade contra um caminhão’”, afirma.

Ainda segundo Germoglio, com base em pesquisas anteriores, com vacinas de influenza e pneumococo, pesquisadores chegaram a conclusão de que idosos respondem menos às vacinas, pois o sistema imune do ser humano também envelhece.

A infectologista alerta para que as pessoas não descuidem das medidas de proteção que viraram hábitos na pandemia: máscara, limpeza constante das mãos e distanciamento social.

Com informações: Metrópoles

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