Além de matar a esposa e dizer que ela se suicidou, as mensagens encontrados no celular do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, enviadas para a soldado da PM Gisele Alves Santana, 33, provam que ele a tratava como uma submissa em São Paulo.
Ainda usava de chantagem financeira e humilhava a esposa. “Enquanto estiver casada comigo e morando comigo, onde eu pago todas as contas: Aluguel; Condominio; Água; Luz; Gás; Mercado; Etc.. São as minhas regras e do meu jeito”, diz ele, que chamava a esposa de “lixo” e “sem teto”.
Apesar dos pedidos de divórcio, ele só humilhava. “Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa. Com amor, carinho, atenção e autoridade de Macho Alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa. Como toda mulher casada deve ser”, dizia o tenente.
A soldada foi morto com tiro. “Mulher comprometida tem que ter foto junto com o namorado, noivo ou marido. Pra outros machos ver a foto juntos e já desanimar e cair fora. (…) Casamento é uma via de mão dupla. Os dois têm que contribuir para dar certo. Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo”.
O tenente está preso pelo crime no Batalhão e vai responder por feminicídio e fraude processual.




