Chorando, suspeito de matar servidora diz que foi acidente: ‘Eu tava muito sob efeito de pó’

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on google
Google+
Share on whatsapp
WhatsApp

O suspeito identificado como Caio Claudinho de Souza, de 25 anos, vigilante do condomínio Gran Vista, que teria matado a servidora pública do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Silvanilde Veiga, de 58 anos, chorou e pediu desculpas à família. Em rápida saída para o Instituto Médico Legal (IML), para fazer exame de corpo de delito, ele disse que estava drogado.

Questionado sobre a motivação do brutal assassinato, Caio chorou e disse que o filho estava doente. “Eu recebi a ligação da minha esposa, ela disse que o meu filho estava com um problema, doente. Eu tava muito sob efeito de pó (cocaína)”, alegou o homem.

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, o crime foi um “crime de oportunidade”. “O que nos chamou muita atenção nas imagens foi o agente de forma muita nervosa, incomodada, e sob efeito de entorpecentes pelo elevador”, explicou. Ainda segundo o delegado, Caio disse que apenas queria roubar um celular e viu a oportunidade no local. Caio não conhecia a vítima, a filha, nem o genro.

Ele também não trabalhava no condomínio, mas era agente de outro e estava no Gran Vista apenas naquele dia para reforçar a portaria por causa de três festas que estavam sendo realizadas no local.

Segundo a polícia, antes de matar a vítima, Caio possivelmente tentou entrar em diversos apartamentos, chegando a bater na porta de vários. No entanto, a única pessoa que estava saindo, por volta das 17h40, era Silvanilde, e ela acabou abordada. “Ele diz que ela reagiu, inclusive teria pedido um pix e ela se recusou. Ele também disse que só foi um golpe, mas não acreditamos porque ela foi bastante lesionada”, explicou o delegado.

Ainda segundo a polícia, após o crime o homem jogou o celular e voltou para casa de Uber. O aparelho ainda não foi localizado e teria sido jogado próximo ao Carrefour da Ponta Negra. Sobre a mensagem de socorro, Silvanilde não teria mandado a mensagem. “Suspeitamos que a pessoa que achou tentou desbloquear e ele mandou a mensagem. Mas o horário que a mensagem foi mandada, a vítima já estava há quatro horas morta”, disse a delegada Marília Campello, adjunta da DEHS.

O crime foi cometido ainda com uma faca pequena de cozinha e a DEHS informou que o caso, até então, foi elucidado.

Leia Também