Raio-X da Política: Alessandra Campêlo gasta quase um milhão de Cotão e ganha promoção mesmo fora da PC

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A série Raio-X da política amazonense traz nesta quarta-feira (24) uma visão sobrea a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSC). Ela tenta a reeleição sob números grandes quando se trata do dinheiro público. Desde 2019 a junho de 2022, de acordo com dados oficiais, ela gastou quase R$ 900 mil da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, o famigerado ‘Cotão’, que se juntam a outra série de fatos registrados na trajetória da parlamentar.

A verba mensal de R$ 44.144,74 disponível para a utilização dos parlamentares ajudou Campêlo a turbinar um mandato calcado em campanhas de cunho social. Apesar dos valores, a parlamentar ficou 12 meses foram da Aleam, enquanto comandava a Secretaria Estadual de Assistência Social (Seas), fechando, mesmo assim, gastos de R$ 837.536,37 da cota.

Campêlo também usufruiu do salário de R$ 25,3 mil, desde que assumiu a cadeira na Aleam. Em 2019 a deputada gastou R$ 376.364,84, restando apenas R$ 153.372,04 do Cotão. No ano seguinte, “Ale”, como se autodenomina na rede social, utilizou R$ 312.778,07 da Ceap.

UM ANO DEPOIS…

De volta do comando da Secretaria, no ano passado, em três meses, a deputada gastou R$ 69.487,04 do cotão. Em 31 de março de 2022, Alessandra deixou a Seas e voltou ao cargo para o qual agora é candidata à reeleição, totalizando nesse curto período, gastos de R$ 78.906,42.



PROMOVIDA

Uma das polêmicas com o nome de Alessandra ocorreu fora da Aleam. Servidora de carreira da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), no cargo de escrivã, ele foi promovida sem exercer o cargo.


Maus Caminhos

Em janeiro de 2018, outra polêmica. Relatório da Polícia Federal da Operação ‘Maus Caminhos’ mostrou que em setembro de 2015, o ex-secretário de Fazenda do Estado, Afonso Lobo e a deputada passaram três dias em hotel de luxo, em Brasília. A PF afirma que a hospedagem foi paga com dinheiro desviado da Saúde.


Campêlo disse que a acusação era uma “tentativa era uma atitude absurda e irresponsável” de ligar seu nome a Maus Caminhos, afirmando que ela “era a principal opositora dos desvios que estavam acontecendo na saúde pública do Estado e chegou a citar um pedido de sua autoria, de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Aleam, com o objetivo de investigar os recursos da saúde.”

Sobre as demais polêmicas a deputada não se manifestou até a publicação da matéria, mas o espaço segue aberto.

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