Políticos do AM defendem donos de postos e lucro dos empresários do setor

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É o caso do deputado estadual e e candidato à reeleição, Adjuto Afonso (União Brasil) e do seu filho, o vereador Diego Afonso, que resolveram defender publicamente o lucro dos empresários.

Adjunto é dono da D. R. A. DERIVADO DE PETROLEO LTDA, com o CNPJ 10.773.536/0002-84, desde o ano de 2015, em sociedade com o filho, que é  candidato a deputado federal.

Adjuto ficou conhecido no começo do ano por discursar a favor da própria causa. Mesmo com o litro batendo a casa dos R$ 7, na época ele defendeu sua classe empresarial.

 “Se o preço dos combustíveis aumenta na distribuidora, o preço tem que aumentar nos postos também. Se não o empresário, dono do posto de gasolina, perde o capital dele”, disse em entrevista a jornalistas.

Adjuto chegou a dizer, no auge do preço turbinado, que o empresário dono de posto estaria “perdendo dinheiro.”

NEGÓCIO DO IRMÃO

Outro que ganhou fama com a crise dos combustíveis foi o deputado Wilker Barreto (Cidadania).

Ele é irmão do empresário Wilame de Azevedo Barreto, dono do Posto V8 (Wp Comércio de Derivados de Petróleo, registrada no CNPJ 05.664.253/0001-83.

Wilame está na mira do Ministério Público Federal (MPF), suspeito de de receber através da ONG Poceti mais de R$ 41 milhões em prestações irregulares de serviços médicos aos índios.

CADEIA

Apesar de negarem, em 2011, o juiz federal José Airton de Aguiar Portela condenou 13 donos de postos à prisão. A operação Carvão da Polícia Federal (PF), que em 2003 desmontou um esquema de cartel na venda de combustível em Manaus, tinha envolvimento do grupo.

Entre os réus apareceu o nome de Abdala Fraxe, que na época era diretor do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Amazonas (Sindcam), que acabou condenado por formação de quadrilha e por crime contra ordem tributária, ordem econômica e relações de consumo e recebeu uma pena de seis anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto, além do pagamento de multa.

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