Lula cogita Omar Aziz para vice na chapa que vai desafiar Bolsonaro nas urnas

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Presidente da CPI, nome de destaque nacional desde o início dos trabalhos e alvo preferido de Bolsonaro nas entrevistas, o senador pelo Amazonas Omar Aziz (PSD) começa a ganhar força nos bastidores para ser escolhido vice-presidente na chapa com Lula (PT) na corrida para as eleições presidenciais de 2022. Diante da polarização entre o atual e o ex-presidente, a intenção é agregar nomes que estejam diretamente relacionados à oposição contra a atual gestão do governo federal. Não é de graça que a família Bolsonaro e os apoiadores atiram no senador todos os dias.


Fontes ouvidas por nossa reportagem afirmam que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ensaia com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, uma ampla aliança para garantir governabilidade para Lula no Senado e na Câmara dos deputados, e, ao memo tempo, figurar no primeiro escalão de um eventual governo Lula, onde Omar teria papel prepoderante, inclusive no Conselho da Amazônia hoje presidido pelo vice-presidente Mourão. Não à toa Omar é atacado pelo Coronel Menezes nas redes sociais, escolhido pelo compadre do presidente como o inimigo número 1 da direita no Amazonas.


“O senhor me chamou de anta amazônica. O senhor não sabe o que é uma anta amazônica, mas quem trabalhou aqui, quem serviu aqui, os valorosos militares que serviram na Amazônia, sabem o que a anta amazônica significa para o meio ambiente. Agora, sabe quem é o predador do macaco guariba? É a onça, presidente. É a onça que está atrás do macaco guariba. [O macaco guariba] É aquele que eu já expliquei o que significa: é aquele que, quando foge da onça, urina e defeca pelos orifícios, para se proteger. Presidente, a onça vai pegar o macaco guariba, tenha certeza.”, disparou Omar, para o deleite da esquerda, de quem agora é o mais novo queridinho nas redes sociais.


Lula inclusive ligou para Omar após os episódios que culminaram com uma nota de desagravo por parte das forças armadas contra o senador, que recebeu também apoio direito de Ciro Gomes, em prova inequívoca de prestígio. “Liguei para me solidarizar com ele e com todos os senadores membros da CPI, pelo ataque descabido feito pelo ministro da Defesa. A CPI está prestando um grande serviço ao Brasil, ao mostrar todos os crimes de Bolsonaro contra os brasileiros”, afirmou Ciro.


Com mandato acabando no ano que vem, Omar ainda tem mais 3 meses de trabalho pela frente na CPI, garantindo holofotes na mídia nacional e potencial para ser um dos responsáveis pela queda de Bolsonaro nas ruas e nas urnas. Ao lado de Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros, o senador ganha fama de inimigo do presidente e soma pontos para ser o parceiro ideal de Lula na guerra que já começou e tende a ser cada vez mais violenta na briga por votos.

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