Joana Darc afronta decreto da pandemia e aglomera no Carnaval: ‘eu tô com a rainha do camarote’

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A deputada estadual Joana Darc (PL) resolveu se juntar ao bloco dos aglomeradores nesta terça-feira de Carnaval, na boate All Night. Apesar de apoiar o governador Wilson Lima, a parlamentar de primeiro mandato na Aleam deu péssimo exemplo e reservou o “fica em casa” aos pobres, afrontando o pedido feito pelo próprio Governo do Amazonas. Em suas redes sociais, ela publicou vários stories ao lado do marido e de amigas, todos sem máscara e aglomerando em festa superlotada.

O governo do Amazonas proibiu os blocos de rua e o Carnaval das Escolas de Samba não foram realizados como forma de evitar a propagação da Covid, alastrada por causa da variante Ômicron, que lotou hospitais do Amazonas.

De acordo com informações, o local onde a deputada escolheu para desrespeitar o decreto estava tão cheio que uma fila precisou ser formada do lado de fora para que todos conseguissem entrar.

“Já tá sentada na balada”, comentou um seguidor, que teve a mensagem compartilhada pela própria parlamentar, altas horas, aos risos, em sua rede social.  Governo do Amazonas liberou eventos com 50% da capacidade máxima do local, mas com limite de 1 mil pessoas. Joana Darc até avisou que estava acompanhada da “chefia” da boate.

A decisão é do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, e vale desde o dia 15 de fevereiro e indicou que para fazer festas protocolos como distanciamento deveriam ser mantidos. Joana, assim como os colegas de Aleam, esticou o feriado de Carnaval e só retorna à Aleam na próxima terça-feira.

PROCESSO DE CASSAÇÃO POR CALÚNIA

Apesar da cara de felicidade, de ignorar a pandemia e as recomendações contra a Covid, Joana Darc enfrenta um mandato turbulento. Eleita sob a bandeira da defesa dos animais, ela é alvo de um processo de cassação na Assembleia Legislativa do Amazonas, após acusar colegas de vender votos na casa.

Quando o deputado Roberto Cidade foi eleito presidente da Aleam, Joana subiu na Tribuna da Casa para acusar os colegas de venderem seus votos por R$ 200 mil. Aos berros no microfone, em dezembro de 2020, a parlamentar disse que os deputados receberam propina e que não precisava provar nada, por ter “imunidade parlamentar”.

A CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa do Amazonas teve dificuldades de intimar a deputada. Na época, o presidente da CCJR, Péricles do Nascimento (PSL), disse que Joana estava “se escondendo”.

Encurralada, ela voltou ao microfone e pediu desculpas, revelando que mentiu e que jamais houve pagamento de propina, mas nem todos perdoaram a parlamentar, que será candidata à reeleição nas eleições de outubro.

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