O policial militar Galeno Edmilson de Souza Jales foi excluído definitivamente dos quadros da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) em decreto assinado pelo governador Wilson Miranda Lima no dia 11 de março de 2026. A medida é a resposta administrativa a um esquema que permitiu a saída irregular de 23 policiais do Núcleo Prisional da corporação, unidade que estava sob seu comando.
Embora fosse reconhecido publicamente como major e atuasse na direção do presídio militar, o documento oficial de exclusão o identifica pelo posto de 2º tenente PM. O decreto informa que ele havia sido reintegrado à corporação a título precário, na condição de sub judice, em 31 de janeiro de 2017. A expulsão foi fundamentada em um acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas e referendada por parecer da Procuradoria Geral do Estado, que já recomendava seu desligamento.
O caso que levou à expulsão do oficial veio a público no final de fevereiro, durante uma vistoria de rotina no Núcleo Prisional da PM, localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. Inspeção realizada na unidade constatou que 23 policiais militares que deveriam estar custodiados não foram encontrados. Eles haviam deixado o local sem qualquer autorização legal.
No dia 28 de fevereiro, Galeno foi preso preventivamente por determinação do juiz plantonista criminal Luís Alberto Nascimento Albuquerque. Na decisão, o magistrado destacou que a conduta do oficial gerou forte impacto na sociedade e clamor público, pontuando ainda que as saídas irregulares pareciam ser uma prática recorrente.
Dois guardas da unidade chegaram a ser presos em flagrante pelo Comando da PM na ocasião, mas foram soltos em audiência de custódia e respondem em liberdade.
Com a exclusão definitiva, Galeno perde qualquer vínculo com a corporação, encerrando um capítulo marcado por grave violação da disciplina e da segurança no sistema prisional militar do Amazonas.





