Quem matou o sargento Lucas? Policias podem estar envolvidos no crime

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O suspeito de "encomendar" a morte do sargento tinha vários seguranças particulares, todos policiais militares, ou civis

Um crime que envolve traição, dinheiro, poder e, provavelmente a participação de policiais. A morte do sargento Lucas Ramon Guimarães está perto de ser elucidado. Os suspeitos de planejarem o crime, Joabson Agostinho Gomes e a esposa dele, Jordana Azevedo Freire foram presos na tarde dessa terça-feira (21), agora falta prender o outro, ou outros envolvidos.

De acordo com a Polícia Civil, a motivação foi porque Joabson descobriu que a esposa estava o traindo com o militar e que, além disso, ainda estava desviando dinheiro da rede de supermercados deles, Vitória, para o amante. O valor total do desvio chega a R$1 milhão.

Fontes próximas ao casal informaram que ao descobrir a traição, Joabson teria “perdoado”, porém, ao descobrir que Jordana havia dado a Lucas a grande quantia de dinheiro, o dono da rede de supermercados teria ficado furioso e exigido de Lucas que devolvesse. Contudo, o sargento sé devolveu a quantia de R$200 mil, que foi entregue a um segurança particular do casal.

Segurança reforçada

Joabson sempre foi cercado de seguranças particulares e o detalhe é que todos eram policiais militares, ou civis, mais especificamente da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e do grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera), respectivamente.

De acordo com a delegada da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) que investiga o crime, Mirna Miranda, há fortes indícios de que a operação para prender os suspeitos tenha “vazado” para os suspeitos, já que ao chegaram na casa do casal os policiais foram recebidos pelos advogados deles, que informaram que ambos não estavam. “Hoje, ao sairmos para cumprir a obrigação temporária do casal, não obtivemos sair. Fomos recebidos no imóvel por advogados. Há indícios fortes de que a operação vazou”, afirmou Mirna.

A suspeita da delegada bate “de encontro” com a informação de que a segurança do casal era formada por policiais civis, uma vez que a operação de hoje era tida como sigilo policial, e explica como os suspeitos souberam com antecedência sobre a ação, dando tempo de fugirem antes da chegada da polícia.

Quem atirou?

Até o momento não se sabe ao certo quem atirou em Lucas, porém, há fortes indícios de que o executor tenha sido um dos seguranças de Joabson, ou seja, o crime pode envolver também algum agente de segurança do Estado.

Na sede da delegacia especula-se que o atirador pode também ter sido contratado de outro estado para vir a Manaus apenas para executar o sargento.

Na tarde de hoje, tanto Joabson, quando a esposa, Jordana, devem prestar depoimento na DEHS. Os advogados de defesa de ambos disseram que a prisão deles é equivocada e que ao longo do processo irão provar a inocência do casal.

Morte anunciada

Após ter o caso extraconjugal descoberto por Joabson, Lucas começou a receber ameaças e segundo a delegada que toma conta do caso, o sargento também começou a adotar medidas de segurança como contratar seguranças particulares e comprar uma arma de fogo.

“A partir disso, o Lucas passou a ser vítima de ameças, o que o induziu a ter alguns comportamentos como adquirir armas de fogo e contratar segurança privada. Ele vivia com medo”, disse a delegada.

As ameaças aumentaram após o suspeito descobrir que Jordana também desvia dinheiro para o amante. Foi aí que Lucas devolveu R$200 mil, porém, ainda ficou devendo R$800 mil e acabou sendo morto pela traição e pela dívida.

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