‘Quando vi, já tinha golpeado ela no pescoço’, afirma assassino de Silvanilde

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Na porta do Instituto Médico Legal (IML), após exame de corpo de delito, o vigilante Caio Claudino de Souza, de 25 anos, falou novamente com a imprensa. Chorando ele negou que havia golpeado a servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), Silvanilde Veiga, com 12 facadas no pescoço. 

“Eu estava travado [expressão para uso de cocaína] bati na porta, ela abriu. Eu pedi para ela fazer um pix, me ajudar. Mas, quando vi já tinha golpeado ela no pescoço. Foi só um golpe. Quando sai ela estava segurando o pescoço”, afirmou ao entrar na viatura. 

Ele foi preso na manhã desta terça-feira (31), na casa onde mora no bairro Coroado, Zona Leste da cidade. Ainda em sua declaração, ele contou que pegou o aparelho celular e jogou fora depois do crime. 

No dia do crime, Caio estava prestando serviço no prédio como reforço na segurança. A polícia suspeita que ele teria visto a vítima deixar o apartamento, retornar e decidiu abordá-la.

O advogado de defesa, Samorone Gomes, disse que o cliente não se lembra direito do crime. “Ele não lembra como aconteceu o fato em si. Ele não lembra praticamente nada porque estava sob o uso de entorpecente. Então, ele não está lembrando absolutamente nada. Está tentando ter uns flashes.”

Entenda o caso

Silvanilde Veiga foi encontrada morta na noite do último sábado (21) pela filha Stephanie Veiga, dentro do apartamento onde morava na Ponta Negra. De acordo com o Boletim de Ocorrência, Stephanie disse que tinha saído com o namorado, Igor Gabriel Melo e Silva na noite do crime e que teria recebido uma mensagem de socorro da mãe. 

Ela afirmou, ainda, que tentou contato com a mãe duas vezes, por volta das 22h do dia 21, sem obter sucesso. Stephanie disse que pediu ajuda ao porteiro do condomínio, que informou que ninguém atendia o interfone. Quando entraram no apartamento, encontraram a servidora federal sem vida. 

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