Falsa médica que mutilou 10 mulheres em Manaus é presa na casa da mãe

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Hozana atuava em diversas clínicas de Manaus, inclusive como sócia, e antes de ser presa, chegou a processar as vítimas por fake news.

A falsa médica Hozana Carneiro Ximenes, acusada de ter mutilado pelo menos 10 pessoas ao se passar por biomédica e fazer cirurgias plástica em autorização em clínicas de Manaus, foi presa na manhã desta quinta-feira (10), na casa da mãe dela, no bairro Novo Israel, zona Norte da capital.

De acordo com a polícia, Hozana atuava em diversas clínicas em endereços diferentes como no Dom Pedro, Eldorado, Cidade Nova, dentre outros, e mesmo sabendo que havia um mandado de prisão contra ela, continuava atuando de forma ilegal.

As investigações acerca da falsa médica iniciaram após as vítimas procurarem a polícia com laudos médicos que indicavam mutilação, omissão de socorro, além de abandono e outros delitos aos pacientes. Após as denúncias uma investigação foi iniciada, ocasião em que descobriu-se que Hozana não tinha sequer registro profissional, segundo o delegado responsável pelo caso, Gerson Aguiar.

“Fomos fazer a investigação de em qual universidade ela tinha feio o curso e requisitamos informações e ela não passou por lá. Fomos ao Conselho Regional de Biomedicina para ver se ela tinha o registro e ela também não tinha”, destacou o delegado.

Para atrair as pacientes, ela oferecia os procedimentos estéticos por valores abaixo do mercado. “O  valor era o que mais chamava a atenção das mulheres. Um procedimento clínico que custa no mercado R$ 15 mil, ela cobrava R$ 3 mil. Inclusive nós ouvimos donos de clínicas e eles dizem que não conseguiam entender como ela cobrava tão barato. Era porque usava produtos tóxicos nas pessoas, produtos que hoje não pode e que é muito barato”, explica o delegado.

Fuga da polícia

Depois da constatação de que Hozana não tinha registro profissional a polícia tentou em diversas vezes interrogá-la, mas a suspeita sempre fugia. Segundo o delagado, todas as vezes que os investigadores recebiam a informação de clínicas onde ela estava atuando, ela conseguia se antecipar e deixava o local antes da chegada da polícia.

Devido a esta situação, o delegado então entrou com pedido de prisão preventiva contra ela, no entanto, mesmo tendo ciência do mandado, a falsa médica continuou realizando os procedimentos cirúrgicos.

A suspeita continuou atuando em clínicas e chegou a se tornar sócia de algumas delas: “Essa do Dom Pedro, por exemplo ela era sócia”, afirmou a autoridade policial.

A mulher foi presa na manhã de hoje (10), na casa da mãe após a localização ser denunciada à polícia. A partir de agora, Hozana vai responder por exercício ilegal da profissão, lesão corporal grave, estelionato, omissão de socorro, falsificação de documentos e outros. 

Quis dar uma de vítima

Após ter a identidade exposta pelas vítimas e pela mídia, Hozana ainda chegou a entrar na Justiça contra as pacientes alegando que elas estariam expondo a sua imagem nas redes sociais e propagando fake News sobre ela.

Na ocasião, a falsa médica chegou inclusive a postar em seu perfil na internet uma foto de seu certificado de formação, no entanto, a polícia constatou junto a universidade que ele era falso.

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