Publicidade

PM m0rt0 em casa no Tarumã seria de grupo de exterm1n10 e participou de chac1na

Facebook
Twitter
WhatsApp

O policial militar reformado Francisco Marques dos Reis, de 51 anos, morto a tiros na tarde desta sexta-feira (27) dentro da própria residência no bairro Tarumã, zona Oeste, colecionava um histórico criminal que contrastava com a farda que um dia vestiu. Conhecido como “Max”, ele tinha passagem por homicídio, foi condenado por participação em uma chacina e figurava em investigações como suspeito de comandar um grupo de extermínio na capital amazonense.

ADVERTISEMENT

As informações, extraídas de registros policiais e confirmadas por fontes da segurança pública, jogam nova luz sobre a execução do ex-policial e de seu amigo César, morto dentro de um Ford Ka estacionado no imóvel. Um vídeo que passou a circular em aplicativos de mensagem na noite desta sexta mostra o momento exato da invasão: quatro homens encapuzados, armados com fuzis, pistolas e metralhadoras, adentram a residência pela garagem e surpreendem as vítimas. A ação é rápida, violenta e precisa.

Max ingressou na Polícia Militar do Amazonas ainda jovem, mas sua trajetória na corporação foi marcada por desvios que culminaram na reforma e, posteriormente, em condenações criminais. Ele respondia por homicídio e teve participação comprovada em uma chacina que resultou na morte de múltiplas vítimas. Os autos revelam que Max integrava um suposto grupo de extermínio que atuava em bairros periféricos da capital, eliminando pessoas sob encomenda ou por vinganças pessoais.

Apesar do histórico, o ex-policial circulava livremente e mantinha residência no Tarumã, área nobre de Manaus, onde foi surpreendido pelos executores.

O local foi isolado por equipes da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) ainda na noite de sexta-feira. Peritos do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) realizaram os primeiros levantamentos, recolhendo estojos de munição de diferentes calibres, inclusive de fuzil, e buscando impressões digitais que possam identificar os assassinos.

Os corpos de Max e César foram removidos ao Instituto Médico Legal (IML), onde passarão por exames de necropsia. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu o caso.

 

Leia Também

Verified by MonsterInsights