Publicidade

PM é suspeito de movimentar US$ 72 milhões com venezuelano para núcleo do CV do Amazonas

Facebook
Twitter
WhatsApp

O sargento da Polícia Militar do Amazonas Roosevelt Moraes Pires Júnior e o venezuelano Ramon Arturo Badillo Carrasco foram presos nesta quinta-feira (23) na cidade de São Paulo, durante a Operação Torre 7, que investiga o braço financeiro de uma organização criminosa com forte atuação no Amazonas. A ação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), grupo que reúne instituições federais e estaduais.

ADVERTISEMENT

De acordo com a Polícia Federal, os dois suspeitos figuram como sócios e gestores de uma casa de câmbio instalada em Manaus. A empresa funcionava sem qualquer autorização do Banco Central e era utilizada como ferramenta para movimentar dinheiro ilícito, com destaque para operações em criptomoedas. O estabelecimento teria servido para receber valores ligados ao transporte de entorpecentes e para lavar recursos de lideranças da facção Comando Vermelho.

As investigações apontam que Roosevelt e Ramon movimentaram cerca de US$ 72 milhões em ativos digitais vinculados ao grupo criminoso. A casa de câmbio também teria recebido aproximadamente R$ 3 milhões de pessoas associadas à facção. Durante a ofensiva, as equipes apreenderam aproximadamente US$ 5 milhões em criptoativos.

Um terceiro alvo da operação, Kelisson Rego da Silva, conhecido como “Loirinho”, segue foragido. Ele é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho e estaria utilizando contas da empresa investigada para receber pagamentos oriundos do tráfico de drogas.

Ao todo, a Justiça expediu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além de determinar o sequestro de bens. Todas as medidas foram cumpridas na capital paulista.

A Polícia Militar do Amazonas foi questionada sobre a prisão do sargento, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

 

Leia Também

Verified by MonsterInsights