Policiais estão entre os alvos da Operação Auxílio Criminoso, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (29). A ação tenta desmontar um esquema de roubo de ouro ligado ao garimpo ilegal e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Manaus.
Os investigados são os policiais Fellipe Pinto Ferreira, Gilson Luna de Farias e Antonio Temilson de Souza Aguiar. A PF também apura a participação de outras pessoas no grupo criminoso. O foco agora é chegar a novos integrantes e entender como a organização funcionava.
As apurações tiveram início em outubro de 2025, depois que uma tentativa de roubo de ouro ilegal terminou com a prisão em flagrante de policiais militares e civis do Amazonas. Segundo o delegado Rafael Grummt, chefe da Delegacia de Meio Ambiente da PF no estado, o trabalho atual amplia o que já vinha sendo feito.
“Buscamos identificar terceiros participantes dessa prática criminosa e verificar a estabilidade dessa organização em Manaus”, explicou. Os suspeitos podem responder por roubo, associação criminosa, usurpação de bens da União e fraude processual.
O caso tem origem na maior apreensão de ouro já registrada no Amazonas. Em outubro do ano passado, 77 barras foram recolhidas, totalizando 72,6 quilos e valor estimado em R$ 45 milhões.
Tudo começou quando equipes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) atenderam a uma denúncia de cárcere privado. Ao chegarem à residência, os policiais encontraram quatro pessoas rendidas na garagem. Dentro da casa, estavam dois PMs e um policial civil.
“Fomos recebidos por um policial civil e os dois militares estavam dentro da casa. De imediato entendemos que algo estava errado”, contou o tenente-coronel Renan Carvalho, comandante da Rocam.
Na ocasião, três agentes de segurança e outros três suspeitos acabaram presos. A dona do imóvel, esposa de um dos investigados, foi levada para prestar depoimento.




