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Nona vít1ma do policial Melqui Galvão diz que foi e$tuprad@ cerca de cinco vezes pelo treinador

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O treinador e lutador de jiu-jítsu Melqui Galvão, atualmente preso em São Paulo, passou a ser alvo de novas e graves denúncias de violência sexual. Uma jovem revelou ter sido estuprada pelo menos cinco vezes ao longo de um ano, quando integrava o projeto social esportivo coordenado por ele em Manaus. O caso foi revelado na manhã desta segunda-feira (1º), no jornal Bom Dia Brasil, na Globo, elevando para nove o número de vítimas.

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“Eu não tinha como pagar esse campeonato. Eu tinha feito uma rifa, mas eu não consegui vender tudo. Ele falou que ia me dar o dinheiro, mas a gente tinha que conversar primeiro. Só que ele me levou para um hotel, e eu perguntei por que ele tinha que me levar para aquele lugar”, contou a vítima. Na época dos abusos, ela tinha 16 anos.

A adolescente contou que disse que iria denunciá-lo e contar tudo à esposa dele, mas não surtiu efeito. “Ele disse: ‘você não vai fazer isso, porque, se fizer, vai perder tudo o que você tem'”, relatou. Em razão do trauma, a jovem abandonou o esporte e hoje enfrenta as sequelas deixadas pelos abusos.

Melqui, que também é policial civil, está sendo investigado pelas Polícias Civis de São Paulo e do Amazonas. Há ainda a suspeita de que ele tenha cometido ao menos um crime sexual fora do Brasil, durante uma competição nos Estados Unidos.

De acordo com os depoimentos reunidos pelas autoridades, o treinador agia de forma sistemática, explorando a vulnerabilidade financeira e o sonho das atletas de avançarem no esporte. A delegada Mayara Magna, responsável pelo caso, confirmou que as vítimas eram alunas dele e menores de idade quando os crimes começaram.

Os abusos ocorriam com frequência às vésperas de torneios de alto custo. Sem condições de bancar as inscrições, as jovens recebiam ofertas de dinheiro, quimonos e suplementos. Depois, Melqui passava a exigir favores sexuais como contrapartida, sob ameaça de destruir a carreira delas.

Até agora, nove vítimas formalizaram boletins de ocorrência, o que levou a Polícia Civil de Manaus a instaurar um novo inquérito. Entre os crimes investigados contra Melqui Galvão estão estupro, estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição, importunação sexual, invasão de dispositivo eletrônico e coação.

 

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