A divulgação de imagens inéditas de câmeras de segurança, nesta segunda-feira (9), trouxe novos elementos para a investigação da morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o companheiro, na região do Brás, centro de São Paulo.
Os registros mostram a movimentação do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da Polícia Militar, após o disparo. Nas gravações, o oficial aparece tomando banho e trocando de roupa dentro do imóvel, comportamento que passou a ser analisado pelos investigadores.
O caso foi inicialmente registrado como suicídio, com base no depoimento do tenente-coronel, que afirmou à polícia que a soldado teria atirado contra a própria cabeça depois de uma discussão entre o casal. Parentes da vítima, no entanto, rejeitam essa versão e cobram que a morte seja apurada como feminicídio.
Além das imagens, áudios das ligações feitas para a Polícia Militar e para o Corpo de Bombeiros também passaram a integrar o inquérito. O material detalha a sequência de acontecimentos no andar do prédio nos minutos seguintes ao disparo.
As autoridades agora concentram esforços na análise dos registros e na espera por laudos periciais que possam esclarecer a dinâmica do ocorrido. O inquérito segue em andamento.




