Presidente do PSC mulher iguala comportamento de cachorra a pessoa com autismo: “Deixa de ser autista”

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A fala ignorante e preconceituosa da advogada cristã pegou mal e só mostrou a falta de empatia da Rafaela Torres.

A presidente do Partido Social Cristão (PSC) Mulher Manaus e também advogada, Rafaela Torres Tiradentes, foi preconceituosa e infeliz ao comparar a cachorra dela com uma pessoa com autismo. Em um storie publicado por Rafaela, ela filma o animal, que no início da gravação não olha para a câmera do celular.

“Deixa de ser autista”, diz a advogada, referindo ao fato de pessoas que são diagnosticadas com o transtorno do espectro autista geralmente terem problemas em “encarar” ou prestar atenção olhando nos olhos da outra pessoa. A fala da presidente do PSC é um exemplo clássico do preconceito que estas pessoas sofrem ao longo da vida, da infância até a idade adulta.

E é com este tipo de preconceito “disfarçado de brincadeira”, que as pessoas continuam discriminando não só os autistas, mas também seus familiares, que além de terem que lidar com as dificuldades sociais impostas pelo próprio transtorno, ainda precisam saber conviver com os mitos que cercam sua condição.

O que mais de ouve falar quando se recrimina tais atitudes é “ah, deixa de mi mi mi. É só uma brincadeira”, no entanto é desta forma que preconceito de mostra e continua afetando as pessoas com este diagnóstico. No caso de Rafaela Torres, logo depois de publicar o vídeo em que compara a cachorra com um autista (com uma música religiosa ao fundo), ela faz outra postagem com a frase “Deus está te ensinando a ser forte”, seguida de outra com a frase “Calma! As pessoas tem algo bonito para falar sobre você. Só estão esperando que você morra”.

No próximo dia 2 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Contudo, apesar de numerosos, os milhões de brasileiros autistas ainda sofrem para encontrar tratamento adequado e o que é pior, com a ignorância e o com o preconceito que acaba influenciando diretamente na inclusão delas na sociedade.

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