Declaração de óbito da mãe de Luciano Hang foi fraudada para esconder tratamento precoce, dizem médicos à CPI da Covid

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Luciano Hang negou que tivesse dado o "tratamento precoce" à mãe, mesmo tento feito campanha do método incentivado por Bolsonaro

Um dossiê, elaborado por 15 médicos foi entregue nesta quarta-feira (22) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Nele, os profissionais afirmam que a declaração de óbito da mãe de Luciano Hang, Regina Modesti Hang, que tinha 82 anos, foi fraudada.

A idosa morreu em fevereiro deste ano, após ser internada com Covid-19. O dossiê aponta que ela foi internada em 31 de dezembro e morreu em 3 de fevereiro. No prontuário, segundo os médicos, havia informação sobre o início dos sintomas, em 23 de dezembro, e adoção de tratamento precoce, com hidroxicloroquina, azitromicina e colchicina antes da entrada na Prevent Senior. 

Na internação, de acordo com informações dos médicos, ela teria sido tratada com ivermectina e tratamentos experimentais. Todos os procedimentos feitos antes e depois que ela foi internada eram de conhecimento de Luciano Hang.

Hang é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e incentivador do chamado “tratamento precoce”, composto por medicamentos sem eficácia comprovada ou contra-indicada para tratar uma doença.Segundo os médicos, uma suposta fraude na declaração de óbito de Regina Hang é um dos “inúmeros casos que não foram devidamente noticiados”. O relato sobre a mãe do dono da Havan consta do capítulo “Da suposta fraude nas declarações de óbito”, do dossiê de mais de 60 páginas entregue à CPI.

As supostas irregularidades em procedimentos da Prevenir Idosos foram reveladas pela GloboNews. 

Em vídeo publicado no Instagram, em 5 de fevereiro, Luciano Hang relatou que a mãe estava assintomática e com “quase 95% do pulmão tomado” quando foi levada ao hospital. Regina Hang foi internada no Hospital Sancta Maggiore, da rede Prevent Senior, no bairro do Morumbi, em São Paulo.

Na legenda do vídeo, o ensinou que “até ser diagnosticada com covid-19, eu nunca dei nenhum medicamento para prevenção a minha mãe”. Luciano Hang disse que a mãe era cardíaca, tinha diabetes , insuficiência renal, sobrepeso e tomava “20 comprimidos / dia”.

“Eu me questiono: será que se eu tivesse feito o tratamento preventivo, eu não teria salvado a minha mãe?”, afirmou ele no vídeo.

“Como outros tantos casos de óbitos na rede Prevenir Senior decorrentes da covid-19 que não foram devidamente informadas às autoridades, uma declaração de óbito da sra. Regina Hang foi fraudada ao omitir o real motivo do falecimento”, diz o documento.

Procurada, a Prevent Senior reafirmou que não houve fraudes em declarações de óbitos. Diretor-executivo da empresa, Pedro Benedito Batista Junior presta depoimento à CPI hoje e negou que uma operadora tenha cometido qualquer irregularidade.

Com informações do Estadão

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