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Caso Benício: Defesa de médica pede afastamento de delegado e diz que ele não é imparcial

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A defesa da médica Juliana Brasil Santos entrou com um pedido nesta terça-feira (24) para que o delegado Marcelo Martins, responsável pelo inquérito que a investiga, seja declarado suspeito ou afastado do caso. O documento foi protocolado na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus e aponta supostas irregularidades na condução da investigação, incluindo a divulgação indevida de informações sigilosas e a construção de uma narrativa que, segundo os advogados, visa prejudicar a imagem da acusada perante a opinião pública.

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O principal gatilho para a ação foi uma entrevista concedida pelo delegado no último domingo (23). Na ocasião, conforme sustentam os advogados, foram revelados detalhes protegidos por sigilo. A peça destaca que, no mesmo dia em que a irmã da médica prestava depoimento, a imprensa já repercutia trechos de um relatório extraído do celular da investigada o que, para a defesa, evidencia a falta de imparcialidade na condução da investigação.

Os advogados afirmam ainda que o delegado tem difundido informações inverídicas e manipuladas, criando artificialmente uma versão dos fatos que favorece a condenação antecipada da médica. A estratégia, segundo a defesa, teria sido adotada após tentativas de prisão preventiva terem sido rejeitadas pelo Judiciário e pelo Ministério Público. Nesse contexto, a atuação da autoridade policial seria uma tentativa de influenciar o futuro julgamento pelo Tribunal do Júri.

Entre os pontos citados na petição, ganha destaque a menção a um vídeo que mostraria falhas no sistema hospitalar TASY, utilizado para prescrições médicas. Em declarações públicas, o delegado afirmou que Juliana teria encomendado e pago por um material adulterado para justificar um erro médico. A defesa, no entanto, rejeita integralmente a acusação: nega que tenha havido qualquer pagamento e sustenta que a enfermeira apontada como autora da gravação não teria recebido valores nem participado da produção do vídeo. Agora, cabe à Justiça decidir se o pedido de suspeição será aceito.

 

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