Carnaúba nega participação no Massacre do Compaj e alega inocência no Tribunal

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Durante o segundo dia de julgamento, os réus Gelson Lima Carnaúba, Marcos Paulo da Cruz e Francisco Álvaro Pereira negaram participação na rebelião ocorrida no Complexo Penitenciário Anísio Jobim em 25 de maio de 2002, que durou 13 horas e resultou na morte de 11 detentos e um agente penitenciário. O episódio ficou conhecido como “Massacre do Compaj”.

Todos os réus usaram da prerrogativa de responder às perguntas somente de suas respectivas defesas. O julgamento acontece no Plenário do Júri do Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, no bairro de São Francisco, Zona Sul, sendo presidida pelo juiz Rosberg de Souza Crozara.

Os trabalhos desse segundo dia começaram com a fase de interrogatórios dos acusados, por volta das 9h40. O primeiro réu a ser interrogado na sessão foi Francisco Álvaro Pereira, que falou até 10h18. Ele declarou ser inocente das acusações e negou ter feito qualquer ameaça a Elgo Jobel Fernandes Guerreiro, testemunha já falecida, cujo depoimento em áudio gravado foi reproduzido na segunda-feira em plenário. “Sou inocente. Nunca tive problemas com ninguém dos outros pavilhões. Sempre fui respeitoso e humilde. É isso que quero dizer aos jurados”, afirmou. Em dado momento, interrompeu o interrogatório, chorando e sendo amparado pela defesa com um copo de água.

O interrogatório de Marcos Paulo da Cruz, foi realizado na sequência, por volta das 10h20 e foi até 10h36. Sobre o dia da rebelião, ele garantiu que no momento do ocorrido estava em sua cela e quando ouviu os estrondos e gritos passou começou a fazer oração junto com outros internos. “Nesse dia fiquei com medo. Nunca vi ninguém agredindo ninguém (SIC) no presídio”, comentou, afirmando que assumiu o crime, à época, por orientação da defesa.

Gelson Carnaúba foi interrogado de 10h40 às 12h24. No início, ele começou falando que se sentia incomodado pelo fato de ser interrogado por videoconferência. No entanto, ao mesmo tempo, falou que “hoje estou tendo um julgamento justo”. “Peço que os jurados não levem em consideração a farda que eu estou vestindo. Eu deveria estar contemplando os jurados”, disse o réu, por videoconferência. “Nunca determinei a morte de ninguém. Nem tinha benefícios na prisão”, disse em outro momento.

Após a fase de interrogatórios a sessão foi suspensa por 50 minutos e será reiniciada, na sequência, à tarde, com os debates entre acusação e defesa. A previsão é que o julgamento seja concluído ainda na noite desta terça-feira.

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